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O 3º mandamento da Lei de Deus é um convite à oração

WOMAN,PRAYER,MASS
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Aprofunde-se nos ensinamentos do terceiro mandamento

Para começar a falar do terceiro mandamento, precisamos ir ao mandamento judaico: “Guardarás o dia do sábado e o santificarás, como te ordenou o Senhor teu Deus (Deuteronômio 5,12)”.

A criação dos céus significa a criação da ordem sobrenatural, como os anjos. A criação da Terra significa a criação das coisas materiais. Fazer a parada do repouso do dia do sábado era um convite para contemplarmos a alegria da criação de nosso Deus. Também porque participar da filiação divina é algo muito mais importante do que a criação. Por isso, participamos do Seu repouso sagrado.

Com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Messias prometido, o cristianismo passou, então, a cultuar muito mais a obra da redenção que a obra da criação. Os primeiros cristãos passaram a ver, no domingo, o dia sagrado de culto. Foi uma transição natural no início do cristianismo.

Assim como os mandamentos da lei natural (do terceiro em diante) se referem ao nosso relacionamento entre irmãos, os três primeiros mandamentos estão relacionados a Deus e à vida espiritual, e estão em ordem decrescente de importância.

O descanso dominical tem um sentido pedagógico. Não se trata somente de descanso, mas também é o chamado de Deus para se dedicar à vida de oração. E isso deve ser uma entrega de amor e não de obrigação. Por causa disso, a Igreja preceitua (com seu poder de ligar e desligar), sob pena de falta grave, que se participe da Santa Missa. Ou seja, o mínimo.

O que é a oração?

É uma elevação da mente a Deus, para pedir-lhe o necessário para o nosso bem espiritual. A primeira coisa necessária à vida espiritual é a graça da fé; portanto, a primeira coisa que devemos pedir na oração é. “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6).

E o que é a graça da fé?

São Tomás de Aquino, na Suma Teológica, ensina-nos na questão 4, artigo 2: “Ora, crer é ato imediato do intelecto, pois o objeto desse ato é a verdade que propriamente reside no intelecto”.

Ao contarmos uma história, não significa que estamos tendo um ato da inteligência que tem por luz a verdade, pois a história pode conter mentiras ou desencontros. Mesmo ao ler uma notícia do jornal, não significa que estamos tendo um ato da inteligência, apesar de que parece ser. Esse trabalho da mente é tão somente um resultado do movimento do imaginário. O que caracteriza um trabalho intelectual é quando se tem a verdade por objeto. Sendo assim, a fé, sendo um ato da inteligência, significa que é baseado em um contato com a verdade. A verdade pode se tratar de um dos princípios da inteligência. Por exemplo: um desses princípios trata de que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Ou a verdade é alguma definição de que se chega a partir de um argumento, a partir de um raciocínio. Esse raciocínio se dá a partir de princípios evidentes. É uma conclusão.

No caso da fé, a nossa inteligência raciocina em cima das verdades reveladas: Deus é bom, Ele nos ama, existe o paraíso, Jesus é Deus encarnado, Ele fundou a Igreja, os sacramentos têm eficácia pelos méritos da Ressurreição de Cristo, a Santíssima Trindade etc. Tudo o que foi revelado por Deus é mistério da fé. No entanto, não existem argumentos humanos que nos façam enxergar esses mistérios como verdade, da mesma forma que se enxerga teorema de matemática.

É preciso que a vontade dobre a inteligência, para que sejam vistas como verdades. Tem de querer aceitá-las. Só que, para isso, motivos razoáveis são necessários.

Quando vamos ao médico, e ele nos diz que devemos tomar determinado remédio, colocamos a palavra do médico como um motivo razoável. Ora, não temos o mesmo nível de instrução no assunto como ele, afinal, ele estudou para exercer a profissão, foi aprovado, e cremos que ele tenha acertado no diagnóstico. Aceitamos, pois não temos o argumento científico. Nossa vontade dobra o intelecto e aceita tomar o remédio.

No caso das leis divinas, mesmo isso não seria suficiente, pois as coisas que Deus revelou são muito fortes. Como é difícil um argumento plausível para nos dobrar! Mas os santos acreditavam nisso com uma clareza e certeza tranquila e pacífica, como sendo a coisa mais normal do mundo. Como? É por causa de uma outra força que nos ajuda: a graça atual. Quando cremos, não é por causa dos argumentos que nos fazem a vontade dobrar a inteligência, mas sim por causa de uma graça interna em nós, infusa, que nos ajuda. Ela convida à vontade e ilumina a inteligência, de modo que aquilo se torna claramente verdadeiro.

Peça o Espírito Santo

Como já explicamos, ao criar todas as coisas, Deus precisa manter as coisas na existência, estando nelas. Sendo assim, Deus nos envia essa graça a partir de Sua presença, que mantém a nossa alma na existência. Essa graça é a ação interna de nos ajuda a acreditar nas revelações externas. Por isso um ladrão via em Jesus algo que o outro não via.

Acho que a coisa ficou clara: é preciso pedir, em primeiro lugar, a graça da fé. É o mesmo que pedir o Espírito Santo! É a graça que Deus jamais nega. “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem” (Mt 7,11).

Pedir com fé a graça da fé é, na verdade, pedir um aumento da fé. E essa graça nos é dada imediatamente. Os resultados, reais e efetivos, provam que isso não é uma autossugestão.

A fé, quando é autêntica, não fica só olhando para as verdades, ela passa a produzir atos. “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tg 2,17).

É desse modo que saímos do pecado. A força de vontade vence pecados, mas abandonar todos os pecados é mais difícil. Nós precisarmos de ajuda. Não há modo mais eficaz de vencer os pecados, senão pela graça da fé. Com a ajuda do alto, suprindo nossa corrupção, conseguimos resultados em maior número e com mais excelência.

(via Canção Nova)

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