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Papa: a palavra que falta na oração do Pai Nosso

POPE AUDIENCE

Antoine Mekary | ALETEIA | I.Media

Reportagem local - Vatican News - publicado em 13/02/19

“Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência"

O Papa Francisco dedicou sua catequese desta quarta-feira à oração do Pai Nosso.

O Papa propôs uma reflexão sobre como rezar melhor a oração que Jesus nos ensinou.

Para rezar, de acordo com o Papa, primeiramente, são necessários silêncio e recolhimento.

“A verdadeira oração se realiza no segredo na consciência, do fundo do coração: com Deus é impossível fingir, é como o olhar de duas pessoas, o homem e Deus, quando se cruzam”.

Mas apesar disso, Jesus não nos ensina uma oração individualista. Não deixamos o mundo fora da porta do nosso quarto, levamos as pessoas e situações em nosso coração.

“Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: uma palavra que em nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: a palavra ‘eu’.”

Primeiramente nos dirigimos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta (seja santificado o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade) e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições (dai-nos hoje o nosso pão cotidiano, perdoai as nossas ofensas, não nos deixeis cair em tentação, livrai-nos do mal), as fazemos na primeira pessoa do plural – “nós” – isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs. Até as necessidades mais elementares do homem – como ter alimento para saciar sua fome – são todas feitas no plural. Na oração cristã, ninguém pede o pão para si, mas o suplica para todos os pobres do mundo.

Na oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores.

Mas pode acontecer – afirmou o Papa – que alguém não perceba o sofrimento a seu redor, não sinta pena pelas lágrimas dos pobres, fique indiferente a tudo. Isto significa que seu coração está petrificado. Neste caso, seria bom pedir ao Senhor que o toque com o seu Espírito e sensibilize seu coração.

Cristo não ficou alheio às misérias do mundo. Toda vez que percebia uma solidão, uma ferida no corpo ou no espírito, sentia forte compaixão.

O Papa então perguntou: “quando rezamos, abrimo-nos ao grito de tanta gente, próxima ou distante? Ou penso na oração como uma espécie de anestesia, para ficar mais tranquilo? Isto seria um terrível equivoco”.

A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos “a um destes meus irmãos mais pequeninos, – afirma Jesus – foi a mim mesmo que o fizestes.”

(Com Vatican News)

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