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Santa Missa: comunhão e rito final

CORPUS DOMINI
Antoine Mekary | ALETEIA
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Alimentados pela Eucaristia, temos ânimo para os ofícios do dia a dia

Estamos no chamado Rito da Comunhão da Santa Missa. Alguns poderiam pensar que logo após a Consagração já houvesse a refeição, mas não é assim. A Tradição da Igreja julgou por bem, à luz do Espírito Santo, melhor preparar os fiéis com ritos e orações, a fim de que, mais conscientemente, recebam o Senhor Jesus em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

Consta dessa preparação próxima o Pai-Nosso, introduzido no local em que está, hoje, na Missa pelo Papa Gregório Magno por volta do ano 600. Ele é a resposta de Nosso Senhor aos discípulos que Lhe pediam para ensiná-los a rezar (cf. Mt 6,9-13; Lc 11,2-4) e é muito apropriada por solicitar a Deus “o Pão nosso de cada dia…”.

Dom Estêvão Bettencourt, OSB, afirma no Curso de Liturgia, p. 93, ser o Pai-Nosso um resumo da Oração Eucarística, que lhe é anterior, com as seguintes palavras: “a invocação Pai é comum a todas as preces; ‘santificado seja…’ lembra o ‘Santo, santo…’, ‘venha a nós o vosso reino’ corresponde à epiclese [invocação do Espírito Santo – nota minha]; ‘Seja feita a vossa vontade…’ evoca a atitude de obediência e entrega, que faz da vida uma oblação perfeita”.

Já a segunda parte, como dito, se refere ao pão diário de nossas mesas e também ao eucarístico a ser, em breve, recebido; pede-se, porém, antes, o perdão das ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu, lembrando Mt 5,23; “não nos deixeis cair em tentação” visa conseguir de Deus que nos conserve fiéis, especialmente depois da Missa, e o “livrai-nos do mal” é um pedido geral para bem aproveitarmos os frutos da Eucaristia. Importa notar que o Pai-Nosso é, por assim dizer, a ponte entre a Oração Eucarística e a Comunhão.

Segue-se ao Pai-Nosso um Embolismo (acréscimo) que pede: “Livrai-nos de todos os males… Dai-nos a vossa paz”, anseio de todo ser humano sadio. Não é qualquer paz, mas aquela que Cristo, Messias portador da Paz (cf. Mq 5,4; Is 57,19; Zc 9,10; Jo 14,27; Ef 2,17), nos traz. Há também a Doxologia “Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre” como que a lembrar o “Glória ao Pai” acrescentado ao final de cada Salmo. É originário de um costume antiquíssimo dos cristãos orientais.

Logo depois, tem-se o Rito da Paz (cf. Jo 14,27; 16,33), cuja oração é do século XI; dirige-se, diretamente, a Cristo e se justifica por estar próxima do Cordeiro de Deus e da Comunhão Eucarística. Pede que o Senhor não considere os nossos pecados, mas, sim, a sua Igreja que n’Ele crê, confia e espera. Paz e Unidade são os desejos de Jesus (cf. Jo 17,11.21; 1Cor 10,16-17). Pode haver, a critério de quem preside, o Ósculo da paz. Este deve ser um sinal de real unidade da Igreja, de apagamento das tensões na comunidade e não mera formalidade ou desvirtuamento do desejo da paz que só Cristo pode dar para ceder a cumprimentos por aniversário, casamento, formatura etc.

Temos também a Fração do Pão com uma longa história na Missa. Aqui, porém, importa dizer que ela ocorre quando o presidente da celebração parte o pão enquanto se canta o Cordeiro de Deus, apelativo bíblico (cf. Jo 1,29.36; Is 53,7; Êx 12,1-14; 1Cor 5,7; Jo 19,31-37; Ap 19,9; 21,23) que lembra Cristo dilacerado por amor dos seres humanos. O Cordeiro vem a ser ainda uma adoração e súplica Àquele que está presente, realmente, sob a forma de pão e de vinho, sobre o altar.

Pouco antes da Comunhão, o sacerdote diz que são “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor” (cf. Ap 19,9) ao que os fiéis respondem não serem dignos de que o Senhor entre em sua morada (cf. Mt 8,8). Enquanto a Comunhão é distribuída – o fiel pode recebê-la na boca ou na mão, em pé ou ajoelhado –, canta-se um Canto apropriado e depois dela observa-se um tempo de ação de graças, conforme trato em outro momento.

Terminada a Ação de graças, vem a Oração pós-comunhão e a Bênção final. Isso parece desproporcional a toda a grandeza da Missa, mas não o é. Diz, uma vez mais, Dom Estêvão Bettencourt, Curso de Liturgia, p. 96, que “a Despedida dos fiéis (‘Vamos em paz…’) não põe termo à vivência da Eucaristia; ao contrário, é um envio à missão”.

Alimentados pela Eucaristia, temos ânimo para os ofícios do dia a dia.

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