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Bispo venezuelano: “É imoral e desumano queimar as ajudas”

VENEZUELA
RAUL ARBOLEDA - AFP
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Alimentos e remédios para o povo da Venezuela não apenas foram bloqueados pela ditadura: parte das ajudas ainda foi queimada

Dom Mario Moronta, bispo de San Cristóbal e vice-presidente da Conferência Episcopal da Venezuela, se manifestou enfaticamente após a notícia de que o regime de Nicolás Maduro queimou caminhões com ajuda humanitária para o povo do país: essa destruição, nas palavras do bispo, é um ato “imoral” e “desumano”.

As ajudas internacionais que chegaram até a fronteira da Venezuela com a Colômbia e o Brasil têm sido bloqueadas por ordem de Maduro, que acusa os Estados Unidos de usarem comida e remédios como justificativa para intervir em assuntos internos do país. Os caminhões que tentaram passar pelos pontos de controle dos militares alinhados ao ditador foram impedidos de avançar. De dez veículos com ajuda humanitária, dois chegaram a ser incendiados sobre a ponte que liga a Colômbia à Venezuela. Além disso, dezenas de pessoas ficaram feridas nos confrontos.

Via Vatican News

Na fronteira com o Brasil, foram registradas duas mortes na última sexta-feira e três no sábado, mas o número pode ser bem maior segundo fontes venezuelanas como o próprio prefeito da cidade de Santa Elena de Uairén, Emilio González, que fugiu para o Brasil por picadas na mata neste domingo. De acordo com ele, 25 pessoas foram mortas e 84 ficaram feridas em confrontos com milicianos e militares ligados à ditadura de Maduro.

Ainda pelo lado brasileiro, dois caminhões que partiram de Boa Vista no último sábado foram obrigados a retornar após passarem horas parados próximos à fronteira.

Bispo lança apelo aos militares: “Não atirem no seu povo!”

Dom Mario Moronta afirmou que o apelo dos bispos para que as autoridades venezuelanas permitissem a entrada das ajudas não foi ouvido. Ele exortou:

“Em nome de Deus, não levantem a voz nem ataquem com armas que tenta fazer o bem”.

O bispo pediu com firmeza que o exército e a polícia “ajam de acordo com a Constituição e a lei” e “não disparem contra o povo”:

“Vocês também são povo! Respeitem, protejam!”.

Dom Moronta enfatizou que o sangue dos irmãos “clama por justiça diante de Deus”:

“Não matem os irmãos do mesmo povo!”.

O bispo manifestou ainda a sua solidariedade para com os indígenas “perseguidos, desprezados, mortos e feridos” em confrontos na fronteira da Venezuela com o Brasil.

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Com informações do Vatican News

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