Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Por que os gestos de fé têm se tornado tão inconvenientes?

CHILD CROSS
VINCENTI Sanctuaire Lourdes I CIRIC
Enfant faisant son signe de croix. Lourdes (65), France.
Compartilhar

Você tem vergonha de demonstrar a sua fé?

Caro internauta, gostaria de fazer-lhe uma provocação por meio de alguns questionamentos que devem ser respondidos de maneira bastante sincera. Você, católico, em algum momento da sua vida já se sentiu envergonhado ou acuado por falar de Deus (ou em Deus)? Refiro-me àquele sentimento que gera no nosso interior pensamentos do tipo: “Se eu falar de Deus, o que ela vai pensar de mim?”. Mais, você já resistiu em dizer publicamente a frase “Deus abençoe você”, “Deus lhe pague” ou “Graças a Deus”? Ou já se sentiu envergonhado por traçar o sinal da cruz em frente a uma igreja? Essa inibição interior, diante dos sinais e gestos de fé, não é uma questão muito trabalhada por nós, contudo, esse movimento interior acontece muito frequentemente.

Meu propósito com esse artigo não é dizer que a falta da demonstração de é errado ou que é pecado, nem mesmo afirmar que essa demonstração é algo importantíssimo, embora o seja. Meu objetivo é recuar um passo, olhar com certa distância para essa situação e lançar uma pergunta: você já se perguntou de onde vem essa vergonha?

Em outras palavras, acredito que não seja exagero afirmar que o mais grave não é abster-se dessas belas demonstrações de fé que, por sinal, todo cristão deveria considerar um comportamento natural, o mais grave, porém, é não ter se perguntado, ainda, qual a causa de tal sentimento de timidez. Afinal de contas, um católico esclarecido e, porque não dizer autêntico, não deveria ter constrangimento ou receio em demonstrar sua crença, seja onde for ou para quem for.

Por que, então, isso acontece?

Desejo, aqui, ensaiar uma proposição. Isso acontece, mormente, motivado pelo medo de ser julgado! Ora, é julgado aquele que cometeu algum tipo de infração. Demostrar a fé, graças a Deus, ainda não se tornou um crime diante da legislação brasileira, porém, tem se tornado, nos últimos anos, um “crime” diante do pensamento coletivo.

De alguma forma, esse pensamento foi inserido, reforçado e acabou se alastrando em nossa sociedade. Nós, de alguma forma, acabamos por aceitar a ideia de que Deus é ultrapassado, de que a fé é coisa para quem não tem inteligência, de que se torna chato e inconveniente aqueles que falam de Deus, de que é ignorante aquele que acredita n’Ele. Sendo assim, está se cristalizando em nossa cultura a ideia de que as demonstrações de fé devem ser evitadas, principalmente de maneira pública.

Não se engane, essa forma coletiva de pensamento não é um desdobramento natural do comportamento humano, tendo em vista que a religiosidade é intrínseca ao ser humano. Esse comportamento, ao contrário, é artificial, ou seja, trata-se de algo que está sendo forçado e moldado em nossa cultura. Muitos “vírus” foram e ainda continuam sendo lançados nos nossos mais autênticos costumes, e têm se alastrado enormemente. Esse, inequivocamente, é mais um deles! Essa era secularizada é fruto de uma sociedade moribunda.

Para concluir, gostaria de citar uma passagem bíblica que pode ser encontrada em 2 Tim 4,2-3, que afirma que “virá tempo” e, esse tempo já chegou, em que as pessoas não suportarão a sã doutrina. Nesse tempo, a sã doutrina seria a causa de comichão nos ouvidos, ou seja, seria algo incômodo e inoportuno. Contudo, a palavra de Deus nos dá uma ordem contrária a essa tendência, seria como um antídoto para esse veneno ou o remédio para essa doença: “prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente”.

Portanto, sigamos ao pedido do Sumo Pontífice o Papa Francisco “non abbiate paura!”, “não tenha medo!” de abrir as portas para Cristo. Sejamos cristãos autênticos a exemplo dos nossos santos.

 

Por Gleidson Carvalho, via Canção Nova 

São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.