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Como estas merendeiras conseguiram salvar 50 crianças do massacre na escola de Suzano

SUZANO
As merendeiras Silmara de Moraes e Sandra Ferreira
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No meio da barbárie, eis que surgem heroínas (ou seriam anjos?)

13 de março de 2019. Uma data que ficará marcada para sempre na memória dos brasileiros. Dois jovens – um de 17, outro de 25 anos – invadiram a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, e abriram fogo contra os estudantes do ensino fundamental. 

Com revólveres, machados e arco e flecha, eles assassinaram brutalmente duas funcionárias do colégio, além de 5 estudantes entre 15 e 17 anos. Antes do massacre, os jovens passaram em uma loja de carros e mataram o tio de um deles. Segundo a polícia, ainda dentro da escola, um dos atiradores matou o comparsa e se suicidou.

A dupla entrou pelo acesso principal da escola. Era hora do intervalo e logo o pânico se espalhou entre os estudantes. No corre-corre, em meio ao desespero, ao terror e à angústia, verdadeiros anjos apareceram para amparar as crianças. As merendeiras rapidamente chamaram os alunos para dentro da cozinha e pediram para que todos se deitassem no chão. Com geladeiras e um freezer, fizeram barricadas, e, assim, protegeram mais de 50 crianças. 

“Foi muito desesperador, porque foi muito tiro, muito tiro mesmo e era muito pânico”, disse a merendeira Silmara de Moraes. 

As funcionárias também utilizaram mesas como escudos e só permitiram que as crianças saíssem da cozinha depois da chegada da polícia.

“Foi horrível. Nunca pensei que eu fosse viver essa experiência. Mas Deus iluminou para que a gente colocasse essas crianças em segurança e não acontece uma tragédia maior”, conclui a merendeira Sandra Ferreira.

Wendel Machado, de 42 anos, tem uma filha que estuda no Raul Brasil  e contou à BBC Brasil que ela e outros estudantes estavam no pátio da escola no momento do ataque. Para ele, as merendeiras agiram rápido. “Colocaram coisas na porta, uma geladeira. Os caras [atiradores] ainda tentaram entrar, mas não conseguiram. Tenho de parabenizar e agradecer as merendeiras, se não fosse por elas, não sei o que teria acontecido. Elas evitaram uma desgraça maior”, diz.