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Por que educar crianças mentalmente fortes é essencial para pais cristãos

KSIĄŻKI DLA DZIECI O SEKSIE

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Calah Alexander - publicado em 20/03/19

A força mental é um elemento vital da busca da virtude - e os pais devem dominá-la antes que possam ensinar aos filhos

Eu nunca esquecerei a primeira vez que percebi que apenas ouvir os problemas da minha filha não estava realmente ajudando-a.

Foi há apenas alguns anos, quando ela tinha 11 anos, durante o início daquela transição desajeitada e tumultuada entre a infância e a adolescência. Ela havia começado o ano letivo feliz e animada, e eu não tinha motivos para duvidar que este ano continuaria assim – com minha filha inteligente, feliz e mais velha, ansiosa para ir à escola todas as manhãs e voltar para casa à tarde, transbordando de histórias e experiências.

Mas aos poucos isso começou a mudar. Ela começou a ter problemas com a professora, depois com algumas meninas de sua classe, e suas histórias depois das aulas gradualmente se tornaram queixas. Todos os dias, algo estava errado – pelo menos uma coisa, mas geralmente muitas coisas. Por meses, eu escutei e dei conselhos e telefonei e escrevi e-mails e arranquei meus cabelos tentando ajudar minha filha.

No recesso de meio de ano, comecei a perceber algo. Algumas semanas sem escola seria um alívio. Mas ela continuou com a ladainha de reclamações. Reclamava de tudo. Via falhas em tudo e em todos

Rejeição, fracasso e injustiça fazem parte da vida. Em vez de permitir que as crianças rendam-se ao ressentimento e às reclamações, pais mentalmente fortes encorajam os filhos a transformar suas lutas em força. Eles ajudam a identificar maneiras pelas quais eles podem reagir e enfrentar os conflitos de forma positiva, apesar das circunstâncias, muitas vezes.

Pode ser tentador animar os filhos quando eles estão tristes ou acalmá-los quando estão zangados. Mas ficar “regulando” as emoções dos filhos no lugar deles impede que eles ganhem habilidades sociais e emocionais. Pais mentalmente fortes ensinam seus filhos a serem responsáveis ​​por suas próprias emoções, para que não dependam dos outros para fazer isso por eles.

Claro, eu tinha acertado em algumas coisas. Eu a encorajei a ir diretamente à professora ou a confrontar a valentona, mas depois a deixei tomar o controle da conversa novamente para que ela explicasse por que ela não podia, como era impossível, e como o universo estava contra ela. E então – lamentavelmente – eu cedi, como se pudesse consertar o universo, ao invés de ajudar minha filha a se tornar forte o suficiente para encarar seus próprios desafios.

E a razão disso é que eu simplesmente não era uma mãe mentalmente forte. Doeu ver minha garota feliz ficar triste, então eu tentei consertar. Tentei fazê-la feliz novamente, consertando tudo o que poderia ser uma fonte potencial de dor, desconforto ou ansiedade – e, nesse processo, eu minava o seu desenvolvimento emocional e mental.

Ao permitir que ela se visse apenas como vítima ressentida, eu inadvertidamente a encorajava a se tornar uma verdadeira vítima de suas próprias emoções. Ela não conseguia regular suas emoções porque não sabia como fazer isso por si só..

Fico muito grata por ter entendido isso cedo o suficiente para encontrar um novo caminho a seguir.

Nos últimos dois anos, ela vivenciou conflitos mais complexos e desenvolveu um notável grau de resiliência mental e emocional.

Agora, ela está começando a encontrar maneiras de transformar seus conflitos e sofrimentos em uma fonte de compaixão e cooperação com outros.

Essa transformação foi reveladora para mim, porque me mostrou como a busca da virtude depende diretamente da força mental e da resiliência emocional. Esses não são conceitos de que podemos abrir mão, pois são elementos vitais na vida cristã. E nossos filhos precisam que sejamos mental e emocionalmente fortes o suficiente para mostrar-lhes como ser também assim.

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