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Novos beatos: 7 bispos mártires do comunismo do século XX

POPE FRANCIS
© Piotr Tumidajski - KAI
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Eles foram assassinados por ódio à fé cristã sob uma ditadura comunista que tentou destruir o rebanho da Igreja matando os seus pastores

Sete bispos da Igreja Greco-Católica da Romênia, que está em comunhão com o Papa, tiveram o seu martírio reconhecido pelo Papa Francisco, que autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o respectivo decreto. Os bispos foram assassinados ditadura comunista que governou a Romênia entre 1950 e 1970.

Todos foram mortos como vítimas do ódio à fé cristã em diferentes lugares da Romênia. O reconhecimento da sua morte como mártires permite que eles sejam proclamados beatos.

Ditadura comunista na Romênia

Assim como outros países do Leste Europeu, a Romênia foi ocupada pelas tropas soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial, passando de uma ditadura fascista aliada ao nazismo alemão para uma ditadura comunista controlada pela União Soviética. O regime comunista no país caiu em 1989, quando foi derrubado o ditador Nicolae Ceaușescu.

Os 7 bispos mártires

A data-chave que desata o longo martírio dos sete bispos é 28 de outubro de 1948. Nesse dia, foram cumpridas as ordens de prisão orquestradas pela ditadura comunista a fim de tentar desferir um golpe mortal contra a Igreja mediante a supressão simultânea das autoridades eclesiásticas no país.

Conheça os bispos vitimados pelo ódio comunista na Romênia:

Dom Valeriu Traian Frenţiu

Bispo de Oradea e depois Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras. Em 28 de outubro de 1948, foi preso pelo regime comunista primeiramente no campo de concentração de Dragoslavele, depois no mosteiro de Caldarusani, transformado em presídio, e, desde 1950, no centro penitenciário de Sighetul Marmatiei, onde não pôde mais resistir às condições precárias: ele morreu em 11 de julho de 1952 e seu corpo foi enterrado sem funerais numa vala comum.

Dom Vasile Aftenie

Bispo de Ulpiana. Foi preso pelo regime em 28 de outubro de 1948, primeiro em Dragoslavele e depois no campo de concentração montado no antigo mosteiro de Caldarusani, onde foi torturado e mutilado. Levado então para a prisão de Vacaresti, lá morreu em 10 de maio de 1950.

Dom Ioan Suciu

Bispo auxiliar de Oradea Mare e depois Administrador Apostólico da Arquidiocese de Alba Iulia e Fagaras juntamente com dom Valeriu Traian Frenţiu. Preso em 28 de outubro de 1948, seguiu o mesmo caminho dos outros bispos: primeiro Dragoslavele, depois o mosteiro de Caldarusani. Transferido em 1950 para a prisão de Sighetul Marmatiei, foi torturado e abandonado à doença e à inanição. Morto em 27 de junho de 1953, foi enterrado numa vala comum.

Dom Tit Liviu Chinezu

Preso e levado para o mosteiro de Neamt em 28 de outubro de 1948 com outros sacerdotes e bispos, foi transferido para a prisão de Caldarusani onde, em 3 de dezembro de 1949, recebeu a ordenação episcopal de outros bispos presos. Ao saberem da ordenação, as autoridades comunistas transferiram o novo bispo ao centro penitenciário de Sighetul Marmatiei, onde, em decorrência dos trabalhos forçados, da fome e do frio, ele ficou gravemente doente. Morreu em 15 de janeiro de 1955 e, como tantos outros, foi enterrado numa vala comum.

Dom Ioan Balan

Consagrado bispo de Lugoj em 1936 e depois nomeado Metropolita, foi preso em 28 de outubro de 1948 em Dragoslavele e depois no mosteiro de Caldarusani. Em maio de 1950 foi transferido para o centro penitenciário de Sighetul Marmatiei e, em 1956, para o mosteiro de Ciorogarla, onde ficou gravemente doente. Morreu em 4 de agosto de 1959.

Dom Alexandru Rusu

Bispo de Maramure e Metropolita, foi deportado para Dragoslavele em 28 de outubro de 1948 e, na sequência, transferido para o mosteiro de Caldarusani, para o centro penitenciário Sighetul Marmatiei e ainda para outras prisões. Muito doente, morreu em 9 de maio de 1963.

Dom Iuliu Hossu

Bispo da eparquia greco-católica de Gerla, na Transilvânia, foi preso pelo governo comunista em 28 de outubro de 1948 e, nos mesmos moldes dos demais bispos, deportado para Dragoslavele, Caldarusani e Sighetul Marmatiei. Levado também para outros centros de detenção, acabou retransferido para Caldarusani e ali permaneceu encarcerado até a morte, em 28 de maio de 1970.

Com informações da ACI Digital

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