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Redação da Aleteia

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A escuridão também pode curar

MĘŻCZYZNA W CIEMNOŚCI
Pexels | CC0
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Não reconheceremos a luz se não passarmos e se não darmos espaço para a escuridão nas nossas vidas

Carl Gustav Jung trabalhou muito bem com o conceito de “sombra” dentro da Psicologia Analítica. Dentro deste contexto, a sombra nada mais é do que aspectos que negligenciamos e negamos em nós mesmos, só que de uma maneira inconsciente. Como toda sombra, ela fica atrás de nós e, por isso dificilmente a vemos ou percebemos se aproximar. Também existem casos em que nos encontramos numa completa escuridão, e, por isso, também não a percebemos.

Observo cada vez mais claramente que as pessoas não se permitem olhar para sua própria sombra e dar espaço a ela dentro de suas vidas. O ponto mais complicado para nós,  seres humanos, é percebermos a presença desta sombra e darmos um bom lugar a ela em nossas vidas, acreditando que ela pode – e que trará – a cura que tanto buscamos.

É muito importante que tenhamos em mente que jamais reconheceremos a luz se não passarmos e se não darmos espaço para a escuridão dentro de nossas vidas. A sombra (ou a escuridão – como prefirir chamar) nos ajuda a reconciliar-nos com nossa própria história, além de nos proporcionar a aceitação de nós mesmos, que tanto buscamos em outras pessoas. Viver e dar espaço à escuridão, é dizer: “Vamos em frente! Me tornarei ainda mais forte depois que a tempestade passar.”

Não podemos esquecer quais são os tipos de dinâmicas que compõem esse conceito que chamamos de sombra. Dentro dela, estão os nossos medos, os traumas do passado, as decepções e a falta de perdão que nos envenenam a cada dia mais, além dos sonhos não realizados. Se nos escondemos de nossa sombra, ou se a escondemos dos outros, tudo aquilo que carregamos dentro de nós adquire uma maior ferocidade e nos impedirá de sermos felizes.

Uma sombra amiga – quanto a tomamos assim – é capaz de nos dar abrigo em dias de sol e luz forte, é capaz de descansar nossos olhos e, com isso, nos ajudar a reestabelecer contato com nossa própria alma, muitas vezes, perdida em algum momento de nossa jornada. Para que isso aconteça, temos que aprender a aceitá-la, ou seja, ela precisa ser integrada em nós como um todo, conscientemente, e as características que desprezamos em nós mesmos precisam ser vistas como sendo parte de nós – porque são. É preciso fazer da sombra, nossa terna amiga!

Darmos espaço a nossa própria sombra e permitir-nos viver no escuro em alguns momentos é dar um passo a mais para a reconciliação com nossa própria história. Portanto, não podemos esquecer que o nosso crescimento pessoal e o nosso bem-estar psicológico, dependerão sempre da nossa capacidade de dar luz à nossa escuridão. Depois desse ato de coragem, ter[a início um trabalho delicado, mas valioso, para nos curar, para encontrarmos a alma perdida, que talvez tanto buscamos.

Talvez Carl Gustav Jung, tinha razão quando disse: “Ninguém se ilumina imaginando figuras de luz, mas se conscientizando da escuridão”.

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