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5 ideias para inspirá-lo a se envolver com o #trashtag challenge

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Africa Studio - Shutterstock

Dolors Massot - publicado em 07/04/19

A encíclica 'Laudato Si' pode nos colocar no caminho certo

Em 14 de maio de 2015, o Papa Francisco chamou a atenção do mundo com a publicação de sua encíclica “Laudato Si“. Neste documento, ele promove a “ecologia integral”, que leva todos em conta, porque se trata de cuidar de nossa casa comum.

A preocupação com o meio ambiente está presente na vida pública pelo menos desde a década de 1960, quando surgiu o primeiro partido político ambientalista na Alemanha. Desde então, a pesquisa científica tem mostrado tendências preocupantes quando se trata do clima no planeta. A opinião pública está refletindo essa preocupação cada vez mais.

Uma mudança brusca de direção é necessária se quisermos preservar e proteger a criação de Deus, com todos os efeitos que isso pode ter para as pessoas – efeitos que às vezes acontecem em lugares distantes de nós, devido à terceirização da produção para países em desenvolvimento e à maneira muitas vezes imprevisível que a indústria pode afetar o meio ambiente.

Recentemente, tem havido uma nova tendência ecológica nas redes sociais: o #trashtag challenge, um desafio online que convida as pessoas a coletar lixo e mostrar fotos de antes e depois de como elas ajudaram a limpar o planeta. Algumas pessoas pegam lixo na praia, enquanto outras coletam lixo das florestas ou ajudam a limpar os bairros das grandes cidades.

#TRASHTAG
Movimento #trashtag
@ themostwholesomememes / Instagram

O Papa Francisco tem desempenhado um papel importante nessa tendência cultural. Durante os seis anos de seu pontificado, ele sempre falou sobre o meio ambiente e sobre cuidar de nosso lar comum. Ele está chamando todos os cristãos a participar desta revolução ecológica.

Já ficou claro que a preocupação com o meio ambiente não é uma questão menor ou uma moda passageira. O Papa Francisco é uma das vozes no cenário global que continua a nos lembrar do nosso dever de cuidar da criação de Deus. Cada um de nós deve se perguntar: o que posso fazer hoje para melhorar a situação do planeta? Eu reciclo? Eu faço bom uso de tudo que eu compro ou possuo? Eu tento usar recursos de forma responsável?

A encíclica “Laudato Si” é curta o suficiente para ser lida de uma só vez, mas aqui estão algumas passagens importantes:

1. Exemplos práticos

“A educação na responsabilidade ambiental pode incentivar vários comportamentos que têm incidência directa e importante no cuidado do meio ambiente, tais como evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, servir-se dos transportes públicos ou partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano. Voltar – com base em motivações profundas – a utilizar algo em vez de o desperdiçar rapidamente pode ser um acto de amor que exprime a nossa dignidade” (LS 211).

2. Apreciação da beleza

“‘Não se deve descurar nunca a relação que existe entre uma educação estética apropriada e a preservação de um ambiente sadio’. Prestar atenção à beleza e amá-la ajuda-nos a sair do pragmatismo utilitarista. Quando não se aprende a parar a fim de admirar e apreciar o que é belo, não surpreende que tudo se transforme em objecto de uso e abuso sem escrúpulos. Ao mesmo tempo, se se quer conseguir mudanças profundas, é preciso ter presente que os modelos de pensamento influem realmente nos comportamentos. A educação será ineficaz e os seus esforços estéreis, se não se preocupar também por difundir um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a natureza. Caso contrário, continuará a perdurar o modelo consumista, transmitido pelos meios de comunicação social e através dos mecanismos eficazes do mercado” (LS 215).

3. São Francisco de Assis e natureza indomável

“São Francisco, fiel à Sagrada Escritura, propõe-nos reconhecer a natureza como um livro esplêndido onde Deus nos fala e transmite algo da sua beleza e bondade: «Na grandeza e na beleza das criaturas, contempla-se, por analogia, o seu Criador» (Sab 13, 5) e «o que é invisível n’Ele – o seu eterno poder e divindade – tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras» (Rm 1, 20). Por isso, Francisco pedia que, no convento, se deixasse sempre uma parte do horto por cultivar para aí crescerem as ervas silvestres, a fim de que, quem as admirasse, pudesse elevar o seu pensamento a Deus, autor de tanta beleza. O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor” (LS 12).

4. Protegendo a casa que compartilhamos

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados sectores da actividade humana, estão a trabalhar para garantir a protecção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos” (LS 13).

5. Rumo a uma nova solidariedade universal

“Precisamos de nova solidariedade universal. Como disseram os bispos da África do Sul, ‘são necessários os talentos e o envolvimento de todos para reparar o dano causado pelos humanos sobre a criação de Deus’. Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades” (LS 14).

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