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Guerrilha do ELN anuncia cessar-fogo na Semana Santa na Colômbia

BOSQUE LA RECONCILIATION
Marko Vombergar | Aleteia | I.Media
LA MADRID,VILLAVINCENCIO 05 SEPT: This image is of the Bosque la Reconciliación Papa Francisco (Forest of Reconciliation) in the La Madrid section of Villavincencio. The forest has 400 seedlings that were planted in homage to Pope Francis who will be visiting the area on September 8, 2017. The Pope will plant a tree from this forest at a special event that is scheduled.
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Surgido em 1964, o ELN conta com 1.500 combatentes e opera em uma dúzia dos 32 departamentos (estados) colombianos

A guerrilha do ELN anunciou nesta quinta-feira (11) um cessar-fogo unilateral entre 14 e 21 de abril, quando os católicos celebram a Semana Santa, e defendeu a retomada dos diálogos de paz encerrados pelo governo da Colômbia.

“Realizaremos um cessar-fogo unilateral de operações ofensivas nesta Semana Santa (…) Durante esses dias, agiremos de forma defensiva, ou seja, só responderemos se formos atacados”, informou o Exército de Libertação Nacional (ELN) em um comunicado.

A carta da considerada última guerrilha da Colômbia é uma resposta a uma convocação feita em 4 de abril por ex-negociadores de paz e do outrora grupo rebelde das Farc para que dessem uma demonstração do desejo de superar o conflito armado de meio século mediante o diálogo.

“Reiteramos nossa decisão de avançar para a paz, de continuar com os Diálogos e a Mesa de Conversações”, acrescentaram os rebeldes guevaristas.

A mesa de conversações, instalada pelo governo do ex-presidente Juan Manuel Santos e o ELN em 2017, foi suspensa pelo presidente Iván Duque, que assumiu o cargo em agosto com a bandeira de modificar o pacto com as Farc e endurecer as condições das conversas com o ELN.

Duque sepultou o moribundo processo de negociação desenvolvido em Cuba depois que os rebeldes ativaram em 17 de janeiro um carro-bomba em uma academia de polícia em Bogotá, que deixou 21 estudantes mortos, além do atacante.

O Alto Comissário para a Paz, Miguel Ceballos, reiterou nesta quinta-feira à imprensa que os diálogos só serão iniciados se houver um cessar dos sequestros e de toda a ação criminosa por parte do ELN.

“Tomara que (o anúncio do cessar-fogo) não seja o presságio de uma nova tragédia, as duas últimas declarações de cessar-fogo deixaram um total de 28 policiais mortos”, afirmou, em alusão a investidas rebeldes após a suspensão das tréguas.

Surgido em 1964, o ELN conta com 1.500 combatentes e opera em uma dúzia dos 32 departamentos (estados) colombianos.

Com menor capacidade de fogo que as Farc, transformadas em partido político após o acordo de paz de 2016, mas com extensa rede de apoio, o ELN costuma anunciar tréguas unilaterais nestas datas ou no fim de ano.

(AFP)