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Pe. Reginaldo Manzotti: celebrar o Tríduo Pascal é celebrar toda a história de nossa salvação

Sijori Images / Barcroft India via Getty Images)
MAGELANG, INDONESIA - APRIL 03: Indonesians take part in a re-enactment of the Stations Of The Cross on Good Friday at rice fields on April 03, 2015 in Magelang, Indonesia.

Holy Week marks the last week of Lent and the beginning of Easter celebrations. Catholics make up approximately 3% per cent of the population of the predominantly Muslim country.

PHOTOGRAPH BY Sijori Images / Barcroft Media
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A cruz, escândalo aparente de um Deus que fracassa, torna-se o lugar referencial de salvação para a humanidade

Estamos na Semana Santa! Desde ontem, Domingo de Ramos, em minhas homilias, ressaltava que naquele dia, iniciamos a celebração da Páscoa do Senhor. E propus uma semana de meditação para que realmente possamos com Cristo morrer, para com Ele ressuscitar.

Jesus Cristo, em sua vida e missão, assume e conduz à perfeição o que prefigurava a Páscoa antiga. A memória do Êxodo, como passagem da escravidão para a liberdade, encontra sua culminância na atitude de amor e de serviço de Jesus Cristo.

Celebrar o Tríduo Pascal é celebrar toda a história de nossa salvação. É viver intensamente a memória da passagem de Jesus Cristo no meio de nós. Com sua atitude de amor ao Pai e serviço aos irmãos, Jesus marca de uma maneira decisiva, a história da humanidade e inaugura uma nova maneira de viver como irmãos e como filhos de um mesmo Pai.

Cremos que ele é o Alfa e o Ômega, a revelação do Deus da Aliança e Sua vida e a missão manifestam de forma perfeita o que é o amor e a fidelidade de Deus. A cruz, escândalo aparente de um Deus que fracassa, torna-se o lugar referencial de salvação para a humanidade. A morte foi vencida e o amor tem a última palavra.

Fazer a memória da Paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus com as celebrações que nos propõe a Igreja é tornar-se contemporâneo desses acontecimentos salvíficos. É para nós cristãos a memória de um acontecimento fundador de nossa identidade cristã. É Ele o fundamento da nossa fé e de nosso agir cristão.

Nós, os seguidores de Jesus Cristo, somos os responsáveis por esta memória. Mas esta memória cristã é comprometedora, de tal maneira que o caminho do servidor não é tranquilidade, mas sim luta, doação e serviço até as últimas consequências, a exemplo de nosso Mestre e Senhor.

Assim, para o discípulo seguidor de Jesus Cristo, a vida é um constante caminhar em que Deus é a fonte e também a meta a se alcançar.

Em Jesus Cristo, o Pai já nos fez entrar, no que Ele nos prometeu e que será plenamente manifestado quando da vinda de Seu filho na glória, como está escrito na Carta aos Hebreus: “Não temos aqui a nossa pátria definitiva, mas buscamos a pátria futura” (Hb 13, 14).

Não é ao paraíso perdido que nós sonhamos voltar. A Pátria que buscamos é a cidade nova, a Jerusalém celeste, ou seja, o Reino definitivo, a Aliança plenamente realizada, objeto de nossa esperança cristã.

Se somos Igreja que celebra o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus é porque cremos que para toda a humanidade hoje, apesar das ameaças e da violência assustadora, Ele é a luz, a esperança e a Boa Nova de salvação.

Procuremos com todo o empenho, preparar e viver bem a celebração do Tríduo Pascal, para que possamos participar frutuosamente do Mistério da nossa salvação, que culmina com a Celebração da Páscoa do Senhor.

O Domingo da Páscoa é como diz o Salmista: “O dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” Por isso nenhum cristão católico pode deixar de celebrar a Eucaristia neste dia.

É o dia do Povo de Deus fazer o grande eco: “Jesus ressuscitou! Ele está vivo! Alegrai-vos!”

Leia também: Como viver a Semana Santa?

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