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Por que a Liturgia é o melhor meio de comunicação de massa?

PRIEST,EUCHARIST,HOST,CONSECRATION
Jeffrey Bruno | Aleteia
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Os smartphones e a TV mudaram a sociedade, mas nada comparado com o que a Liturgia foi capaz de fazer

Sim, os smartphones estão mudando a maneira como as pessoas interagem e sim, a televisão – seja a cabo, satélite ou pela internet – reformulou a maneira como vivemos. Mas tudo isso não chegou nem perto de igualar ao que a Liturgia fez.

Ao unir pessoas através de nacionalidades e fronteiras, a Liturgia ajudou a construir civilizações. Ao preencher as pessoas com esperança e propósito, a Liturgia proporcionou benefícios sociais incalculáveis, reduzindo o crime e aumentando a prosperidade. E a Liturgia ainda ajuda a cada um de nós, unindo nossas famílias, reduzindo nosso estresse e nos conectando a uma rede social real, que está pronta para nos ajudar em momentos de dificuldade.

É por isso que a Liturgia é o mass media (meio de comunicação de massa) ideal. 

Quando nos reunimos na igreja, sentamos em paz e na tranquilidade do lugar mais bonito que visitamos toda semana. Mas as melhores igrejas não são feitas apenas para serem bonitas e, sim, para serem inspiradoras. 

As igrejas da região do Kansas, onde eu moro, foram construídas por monges que trabalhavam com imigrantes alemães. Seus vitrais, tetos altos e obras de arte cuidadosas revelam a beleza e a profundidade dos corações das famílias de fazendeiros que os criaram. Quando você entra em uma igreja dessas, você deixa o mundo monótono para trás e se encontra no lugar mais próximo ao céu que você pode chegar.

 É por isso que, antes mesmo de começar uma Missa, a igreja católica oferece uma experiência imersiva que seu smartphone é incapaz de proporcionar.

E a Liturgia começa com um dos atos mais poderosos que os seres humanos já fizeram: cantar juntos.

Se você já cantou ao redor de uma fogueira, em uma viagem de carro ou ao redor da sua árvore de Natal você já conhece o poder de um grupo que canta.

Agora, os cientistas estão descobrindo o porquê. Jill Suttie, em uma publicação da Cal Berkeley que procura respostas científicas para uma vida melhor, rastreou vários estudos científicos que descrevem o que acontece com o cérebro humano quando as pessoas cantam. O canto em grupo inunda o cérebro com endorfinas e ocitocina. As pessoas que ouvem ou tocam música juntas se dão melhor, trabalham melhor e se sentem mais satisfeitas.

Os frequentadores da igreja experimentam os benefícios de cantar em grupo todas as semanas. Para nós, cantar juntos não apenas nos liga uns aos outros: conecta-nos a Deus.

Depois do canto de entrada, vem a Liturgia da Palavra, retornando-nos à primeira e melhor forma de comunicação: contar histórias.

No início do filme Apocalypto, de Mel Gibson, um velho conta uma história em uma fogueira. Essa é a forma mais primordial e efetiva de comunicação que existe – tanto que Platão argumentou que a comunicação através da escrita arruinaria tudo.

Os seres humanos são programados para responder a outros seres humanos. Uma pessoa real, viva e de carne e osso comanda nossa atenção de uma forma que uma tela não consegue. É por isso que a educação tradicional é muito mais eficaz do que a educação online, pois quando estamos na sala interagindo com uma pessoa real, lado a lado com os outros, nossas mentes ganham vida.

E a Comunicação não se resume apenas a palavras. 

O comportamento e a linguagem corporal de um contador de histórias transmitem mais para nós do que só as palavras. Quando a gente ouve o comentarista ou o padre contando uma história, nós revivemos a forma mais tradicional da comunicação humana. Também estamos experimentando a forma mais fundamental de comunicação divina. 

Na Liturgia, o Verbo se torna carne em mais de uma maneira.

Jesus Cristo viveu na Terra há mais de 2.000 anos, depois subiu ao céu. Mas Ele ainda está conosco nos sacramentos e na Liturgia.

Lá, em sua presença real no tabernáculo, Ele preside nossa reconstituição da sua vida através dos símbolos. Isto é especialmente mais claro na Semana Santa, quando levamos os ramos nas mãos, lavamos os pés, veneramos a cruz, acendemos velas e somos aspergidos com água benta.

Para simbolizar sua morte na Sexta-feira Santa, o tabernáculo está vazio, a lâmpada do santuário se extingue e as portas se abrem, deixando um buraco no centro da igreja – como o buraco no centro da humanidade quando Cristo morreu.

Então, aproveite ao máximo a cada Liturgia; ela nos oferece a maior e melhor experiência disponível na Terra.

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