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Como ajudar seu parceiro que está com depressão

Kaprova/Shutterstock

Sempre Família - publicado em 16/04/19

Antes de tudo é preciso compreender se o outro está em um período de tristeza profunda ou se já está sofrendo com a depressão de fato

Aos poucos você percebe que seu companheiro está passando por períodos longos de tristeza profunda. Mas nem sempre consegue atribuir esse comportamento a algum evento que aconteceu ou vem acontecendo próximo a vocês. Diante disso, se vê incapaz de contribuir para a melhora dele e, mais ainda, não consegue distinguir até que ponto aquela situação é um caso de depressão. Então, como ajudar?

O primeiro passo é compreender o comportamento do seu parceiro, verificar os sintomas e, junto a toda a família, demonstrar que ele não está sozinho nesse momento. A psicóloga Adriana Potexki, explica que aquele que está sofrendo com uma tristeza profunda ou mesmo depressão, precisa “começar a viver o sentido da vida, amar os seus amados, voltar a brincar com seus filhos, visitar os amigos antigos e praticar esportes”. Segundo ela, esse estímulo dado pelo cônjuge ajudará a pessoa a se redescobrir.

Ao parceiro cabe ainda estimular toda a família a demonstrar que aquela pessoa não está sozinha. O marido ou a mulher se tornam tornam aliados do outro, ao fortalecerem e manterem o relacionamento de seu parceiro com os outros membros. É importante, ainda, que os estereótipos criados sobre a doença sejam derrubados pelos familiares, pois o reforço deles podem afetar no processo de tratamento.”Não é frescura, não é coisa de gente fraca e não é preguiça”, alerta ela. “A depressão independe da força de personalidade que a pessoa tenha, porque é uma questão neuroquímica do cérebro”, explicou a especialista.

Por isso, quando o cônjuge percebe que o seu parceiro já não está em um nível de tristeza profunda e que seus esforços em tirá-lo daquele marasmo, de incentivar a família a acolhê-lo bem e de ser um suporte, não adiantam, ele deve recorrer recorrer a especialistas. “Quando se trata da questão neuroquímica, ou seja, a pessoa tem a doença depressão, o corpo dela precisa de ajuda de remédios”, aconselha. “E é muito delicado, porque às vezes o outro continua tentando ajudar dando conselhos, mas a questão é neuroquímica, e por isso a maior ajuda é levar a pessoa a um tratamento com um psiquiatra”, explicou.

Atenção aos sinais

Adriana sugere alguns pontos a se observar no parceiro para compreender se ela está passando somente por um período de tristeza ou se está em depressão. Ela explica que a tristeza é sempre motivada por algo, como a perda de um ente querido ou de um emprego, e a depressão não.

  • Perceba se há alteração na alimentação, ou se o seu parceiro está comendo demais ou de menos, levando ao extremo da anorexia ou obesidade;
  • Observe se ele ou ela está dormindo demais ou de menos, ou tendo dificuldades para pegar no sono;
  • Crises de ansiedade e perda de memória também são sinais de alerta, porque demonstram que há um colapso no organismo,
  • Nos homens, o isolamento e a irritabilidade são bastante comuns e a especialista atenta para uma questão: “Perceba se o marido está mais agressivo”.

Síndrome de Burnout

A especialista alerta, inclusive, que é comum surgirem casos de pessoas que desenvolvam a síndrome de Burnout (a queima ou esgotamento físico), que tem em uma das suas fases iniciais, sintomas de depressão.  Essa síndrome pode levar ao suicídio inclusive. “Uma das etapas da Síndrome de Burnout é a depressão. Nesse caso, a pessoa nem se levanta mais da cama, fica mais agressivo. É a fase do porco espinho”, comenta Adriana. E nesse estágio, aquele que está doente não se permite ser cuidado, não tendo a humildade de reconhecer que precisa de ajuda. Diante desse quadro, o parceiro faz a diferença ao ser um suporte para a pessoa amada.

(Do site Sempre Família)




Leia também:
7 sinais de pessoas com “depressão escondida”

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