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Estilo de vida

3 coisas que aprendi sobre a virtude ao andar de bicicleta com meu filho

Little Girl Biking

Ter-burg | Flickr CC

Calah Alexander - publicado em 17/04/19

As atividades cotidianas podem ensinar muito sobre como viver bem

Há alguns meses, mudamo-nos para um bairro em um distrito escolar diferente. Demorou um pouco para que meu filho de 6 anos fosse transferido de sua antiga escola para a nova escola, que está a aproximadamente 1 quilômetro de casa. E eu prometi a ele que, assim que ele fosse transferido e assim que o tempo estivesse bom, iríamos juntos de bicicleta até a escola.

Na minha cabeça, este seria um momento maravilhoso e único para me relacionar com meu filho enquanto assistíamos ao nascer do sol no rápido passeio de bicicleta para a escola. Na realidade, nosso primeiro passeio de bicicleta para a escola foi repleto de ansiedade e cheio de tráfego, percalços e instruções incompreendidas.

Aquela primeira manhã me ensinou muito sobre o que não fazer – e muito sobre como a vida agradável (e passeios de bicicleta) pode ser se você fizer as coisas certas.

Limites nos mantêm seguros

Na primeira manhã, pedalamos para a escola por um trecho de estrada estreita que não tinha calçadas. Eu sabia que o caminho era assim – eu tinha quase certeza de que era o caminho mais seguro para a escola. Disse a Lincoln que ele deveria ficar do meu lado direito, perto da beira da estrada, onde a calçada encontra a grama.

Mas Lincoln tem 6 anos e é tão exuberante quanto qualquer garoto de 6 anos. Ele tentou andar com uma mão, depois sem as mãos, depois pedalou rápido, depois se levantou – tudo isso até que sua bicicleta batesse na minha bicicleta. Nós dois caímos naquele trecho solitário de estrada e ainda saímos com alguns arranhões.

Depois da escola, voltamos pelo outro lado – ao longo da rua movimentada que parecia não ter calçadas. Descobri que, embora houvesse significativamente mais tráfego, também havia calçadas por todo o caminho (calçadas que são invisíveis da estrada). Desde então, nós fazemos esse caminho todas as manhãs, e eu tive muito tempo para considerar como as fronteiras da vida às vezes podem nos aprisionar na monotonia – mas, a realidade é que elas nos mantêm protegidas do perigo para que possamos aproveitar a vida e o nascer do sol.

Paciência é tudo

Lincoln ainda está descobrindo sua bicicleta – para não mencionar seu crescente corpo de garotinho de 6 anos de idade. Ele muitas vezes tenta fazer coisas que vê seu irmão mais velho fazendo, como pedalar de pé. Mas no caminho da escola para casa com uma mochila nas costas, os resultados são menos consistentes. Mas ele continua tentando, apesar de eu ter pedido, implorado que não o fizesse.

Finalmente, parei de dizer a ele para não ficar em pé e apenas andava devagar atrás dele e assisti a seu progresso. Ele se levantou, pedalou rápido, cambaleou descontroladamente e caiu. Do concreto, ele olhou para mim com uma expressão dividida entre tremor e lágrimas. Eu apenas sorri gentilmente e disse: “Se você vai ficar de pé e pedalar, é melhor você descobrir como não cair”. A apreensão desapareceu imediatamente e as lágrimas logo depois – afinal de contas, isso agora era um desafio.

Ele voltou em sua bicicleta e começou de novo. Desta vez, foi com mais cuidado. Pedalou mais devagar. Então ele ficou animado com o sucesso, foi mais rápido, vacilou e… diminuiu a velocidade. Ele alternou em pé e sentado em várias velocidades a caminho de casa naquele dia, e ele caiu de novo… mas apenas uma vez. Ele não caiu desde então, e isso me fez perceber o quanto é mais importante ter paciência diante do desafio do que se curvar e evitar o desafio por medo da inconveniência do fracasso.

Movimentar nos faz feliz

Este é realmente o ponto mais verdadeiro para mim, já que eu literalmente levo as pessoas a se moverem na vida. Mas ainda é emocionante ver isso tão claramente na vida do meu filho de 6 anos… e aprender de novo que ainda é verdade para mim.

De manhã, quando pedalamos de bicicleta para a escola, Lincoln acorda cedo, arruma-se sem discutir e sai correndo pela porta, ansioso pelo passeio e pelo dia. Ele corre para a escola como o estudioso mais ansioso da história, e seus professores relatam que ele está mais calmo e mais interessado nas lições desses dias. O mesmo acontece quando ele chega em casa – ele está feliz por me ver, e cheio de relatos alegres de tudo que aconteceu naquele dia.

Para mim, eu vi uma conexão entre esses passeios matinais (quando eu já estou cansada por ter dado uma aula às 5h30 da manhã ou com os olhos turvos pela última aula da noite anterior) e um aumento de energia e produtividade.

Nas manhãs em que pedalamos para a escola, não hesito em ir direto para o trabalho ou fazer meu próprio treino. Eu nem sequer penso em tirar uma soneca, porque meu sangue já está se movendo e eu já estou energizada pela curta mas doce sessão de cardio. E, à tarde, aproveito a chance de tomar um pouco de sol e ouvir meu filhinho me contar tudo sobre sua vida enquanto pedalamos para casa – em vez de ouvi-lo implorar para passar em alguma loja de jogos.

Todas essas lições dizem realmente mais sobre a vida e a virtude do que o contexto implicaria. Muitas vezes vemos regras e leis como cercas nos prendendo, em vez de calçadas nos mantendo seguros. E quando fracassamos, todos tendemos a ver isso como uma razão para desistir e não tentar aquilo de novo, ao invés de um chamado para tentar novamente, mais pacientemente, levando com nossos fracassos até que se tornem sucessos.

Mais importante, todos nós temos momentos em que ficamos presos em uma rotina – espiritual, mental ou fisicamente. Esses são geralmente os momentos mais difíceis para começar a se mover novamente, mas também são os momentos em que a mudança nos trará o maior sucesso e a maior alegria.

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