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Como não se frustrar com as notas baixas dos seus filhos

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Um pai dá a receita

Eu sempre fui o aluno que todo pai e todo professor gostariam de ter. Prestava atenção nas aulas, estudava bastante e, invariavelmente, tirava notas boas. Gostava (e gosto) de estudar. Sempre tive a certeza de que o meu futuro dependeria dos estudos. 

E foi isso o que eu quis transmitir aos meus filhos. Leio todos os dias com o mais o novo, de um aninho. Fiz o mesmo com o mais velho, de 11 anos. Também o matriculei em uma das melhores escolas da cidade, ainda que isso exigisse um certo esforço financeiro. Mas como diria meu pai, “educação é investimento”.

Entretanto, de uns tempos pra cá, meu filho começou a aparecer com notas baixas. Tirou 3 em Português (justo em Português, a minha matéria preferida!). O baixo desempenho me deixou frustrado, para não dizer revoltado. Senti-me ainda pior quando recebi a mensagem do coordenador da escola dizendo que meu filho teria que fazer aulas de reforço para as provas de recuperação. Foi aí que eu comecei a pensar: “Eu nunca dei um desgosto assim para os meus pais… Como alguém que só faz estudar na vida e vê nosso esforço para pagar a escola retribui com tamanha afronta?” 

Demorou alguns dias, mas eu reconheci o meu erro. Pedi perdão a Deus por pensar assim. Depois tentei entender o que estava acontecendo, ao invés de deixá-lo de castigo, brigar e gritar. 

Conversei com meu filho, a fim de descobrir se ele passava por algum problema que impactava nos estudos. Mas não descobri nada de anormal, exceto as dificuldades corriqueiras com algumas disciplinas.

Fui, então, por outra via: saber da escola como o comportamento dele na sala de aula. Por lá, tudo normal também.

Depois disso, resolvi que, sim, deveria me preocupar com o rendimento escolar do meu filho. Isso, sem excessos, é saudável e não é nada além das responsabilidades dos pais. Porém aprendi, sobretudo, que o desempenho dele não poderia me frustrar. Como cheguei a essa conclusão (nada fácil para mim)? Pensando nestes quatro fatores importantíssimos: 

  1. Meu filho não é igual a mim. Graças a Deus, somos todos diferentes, cada um com suas características que se complementam e formam uma família. Ele inclusive, é melhor do que eu em muitos aspectos (no futebol e na facilidade de fazer amigos, por exemplo). Então, por que eu devo exigir dele um comportamento e um rendimento escolares iguais aos meus?
  2. Nota de prova não é tudo. As notas são, em parte, o retrato de um momento. Claro que se a criança se preparar bem e não ficar nervosa na hora, a chance de tirar nota alta é maior. Tenho amigos inteligentíssimos que ficaram cinco anos fazendo cursinho para conseguir passar no vestibular, pois, na hora da prova, tinham o famoso “branco”, ou seja, se esqueciam do que tinham estudado. Por outro lado, também tenho amigos que eram péssimos alunos, que só tiravam notas baixas e, hoje, são profissionais brilhantes. 
  3. Pressão não leva a nada. Acredito que, em parte, sou culpado pelo desempenho do meu filho. Eu sempre exigi notas boas. Mas agora sei que essa pressão pela alta performance mais atrapalha do que ajuda. 
  4. Desafios também são oportunidades. Existem áreas do conhecimento com as quais lidamos com mais facilidade, outras nem tanto. E os desafios não são um bloqueio do desenvolvimento, mas oportunidades que, se bem exploradas através de revisões e reforços, levam ao crescimento intelectual. Meu filho tirou 3 em Português e 10 em Inglês (preciso dizer mais alguma coisa?).

Enfim, depois de processar tudo isso, sinto-me mais forte para ajudá-lo nos próximos desafios (sem pressão e sem frustração). E é assim que eu vou motivá-lo: reconhecendo suas dificuldades e esforços, respeitando seus limites, colocando-me à disposição e amando-o. Sempre! 

P.S.: no próximo bimestre eu conto se as notas dele melhoraram.

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