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“A Bíblia da CNBB”

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Desse trabalho resultou uma edição muito louvável da Sagrada Escritura entre nós

À Bíblia Sagrada traduzida, oficialmente, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – conhecida, popularmente, como a “Bíblia da CNBB” – dedicamos este artigo.

Publicada, a título experimental, em 2001, conheceu ela sua mais recente edição – que é “praticamente uma nova tradução” (p. 7) – em 2018, fruto de longa e esmerada revisão, iniciada no ano de 2007, com a participação de vários biblistas de renome em nosso país.

A base da “Bíblia da CNBB” é a “Nova Vulgata”, ainda que outras edições respeitáveis da Palavra de Deus (Bíblia hebraica, Septuaginta, Vulgata etc.) tenham sido também utilizadas. Ora, desse trabalho resultou uma edição muito louvável da Sagrada Escritura entre nós. Conserva termos clássicos que algumas edições dos anos de 1970-80 em diante, em especial, tentaram aniquilar, traz mapas e ilustrações sérias e didáticas a quem deseja adentrar melhor no contexto histórico e geográfico em que os textos foram escritos, além de um glossário com os verbetes mais importantes ou debatidos do Antigo e do Novo Testamento. Ele, mesmo sem a pretensão de ser completo (cf. p. 1703), muito pode ajudar no estudo bíblico.

No tocante aos termos clássicos, temos, de modo correto, “tradições” (1Cor 11,2); “guarda o precioso bem a ti confiado” (2Tm 1,14) em vez de “guarda o bom depósito”, o que não tira o sentido original da expressão, pois “depósito” também significa um grande bem a ser conservado de modo zeloso; “o justo da fé viverá” (Rm 1,17b) com boa nota de rodapé; conserva o termo “primogênito” (Lc 2,7) e também o explica em nota, pois primogênito e unigênito são sinônimos em Zc 12,11; “mistérios” (Mt 13,11), termo forte na Escritura, conforme se depreende de 1Cor 2,7; Ef 3,9; Cl 1,27 etc.; “aliança” (Êx 24,8; Gn 17,13; Mt 26,28 etc.); “parábolas” (Mt 12,10.36, por exemplo); ligar e desligar (cf. Mt 16,19); “sangue” (cf. Rm 3,25 etc.), traz “homem fútil” (Tg 2,20), embora algumas traduções proponham “homem insensato” – que preferimos – o que, em português, pode dar sentido diferente, ainda que não totalmente discordante etc.

O glossário é, pode-se dizer, uma grande iniciação não completa – e até, às vezes, fraca – nos principais termos bíblicos. Estranha-se não existir ali o termo morte, mas apenas “morada dos mortos”; também o vocábulo “alma” poderia ser melhor detalhado; “lembrar-se” tem definição um tanto frágil, daí fazer falta a expressão “memória” ou “recordar-se”, muito caros à Tradição cristã (cf. Lc 22,19 e 1Cor 11,23-25); a palavra “midraxe” é um tanto deficiente, assim como poderia ser mais completo o termo “sacerdote” à luz de Hebreus 8 e seguintes, por exemplo. A expressão dia-a-dia (com hifens), na p. 1718 (verbete Juízo), ocorre por lapso de revisão, pois, hoje, escrevemos dia a dia (sem hifens). O leitor ainda poderá estranhar a falta da citação de trechos paralelos à margem das páginas, mas eles vêm no rodapé (caso de Mt 26,26-29, por ex.).

Essas modestas observações não diminuem o precioso valor da “Bíblia da CNBB” que é, realmente, em sua atual publicação, uma “nova edição” em relação à de 2001. A introdução geral e as de cada livro com suas subdivisões são muito oportunas. Merecem parabéns todos os envolvidos nesse grande trabalho que tem o Nihil obstat de Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, e o Imprimatur do Cardeal Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB.

Fique, aqui, registrada a nossa imensa gratidão a Dom Pedro Cipollini, sempre muito generoso e atento, por nos ter presenteado com um belo exemplar dessa Bíblia Sagrada. Ela será valioso instrumento de trabalho. Deus o recompense copiosamente!

 

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