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Comissão acusa China de “repressão severa” da comunidade cristã

CHINA
SHUTTERSTOCK
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O Cristianismo é uma das religiões mais atingidas pela política repressiva do Estado chinês, segundo relatório

O relatório de 2019 da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa aponta a China como um dos países do mundo onde há mais violações dos direitos humanos, a par de países como a Coreia do Norte, Birmânia ou Paquistão, entre outros.

Neste relatório, tornado público na semana passada, é referido que, em 2018, o Partido Comunista Chinês tornou-se “cada vez mais hostil à religião”, falando na sinicização como estratégia de Pequim que está a levar o país a uma política “de maior controle e repressão”.

O Cristianismo é uma das religiões mais atingidas pela política repressiva do Estado chinês, segundo este relatório, apesar do acordo assinado entre a Santa Sé e Pequim para a nomeação dos Bispos católicos.

O relatório fala de padres e leigos perseguidos com “relatos generalizados” de actos repressivos que passam pelo encerramento de igrejas, destruição de cruzes, apreensão de Bíblias e outros materiais religiosos, constatando-se que “a repressão foi especialmente severa na província de Henan”.

O relatório dá conta, também, da intensificação da repressão contra grupos protestantes que recusaram juntar-se à estrutura governamental que regulamenta a actividade religiosa, adiantando que “mais de 5 mil cristãos e mil líderes de igrejas foram presos em 2018 por causa da sua fé ou de práticas religiosas”.

O relatório de 2019 da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa refere ainda que as autoridades encerraram ou demoliram “milhares de igrejas ou locais de culto”, proibiram a “venda on-line da Bíblia” e reporta ainda casos em que cristãos foram obrigados a “substituir cruzes, imagens de Jesus e outros símbolos da fé” por imagens de XiJiping, o líder do Partido Comunista.

O Relatório da Comissão dos EUA refere que “mesmo os seguidores do Budismo Mahayana e do Taoísmo, as religiões que o governo geralmente considera como das ‘culturas tradicionais’ da China, experimentaram maiores restrições à sua actividade religiosa”. No documento acrescenta-se que, “em 2018, as autoridades também fecharam ou demoliram dezenas de templos budistas e taoistas, bem como estátuas de Buda e de Lao.Tzu”.

Um dos aspectos predominantes do relatório da Comissão dos Estados Unidos, no que à China diz respeito, refere a repressão dos muçulmanos em Xinjiang, calculando que as autoridades detiveram “800 mil pessoas, possivelmente até mais de dois milhões de uigures, cazaques, quirguizes” em “campos de concentração”, apesar de inicialmente se ter negado a existência desses locais.

O relatório, com mais de duas centenas de páginas, traça um quadro sombrio da China no que diz respeito à prática religiosa, mas aponta também o dedo a outros países onde a liberdade de culto é particularmente deficiente.

Há alguns países que são classificados como de “interesse particular”, sobre os quais as autoridades norte-americanas devem fazer incidir uma atenção particular pela forma como os cidadãos são tratados no que diz respeito à prática religiosa. São eles a Birmânia, China, Eritreia, Irão, Coreia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Tajiquistão e Turquemenistão, República Centro-Africana, Nigéria, Rússia, Síria, Uzbequistão e Vietname.

O relatório recomenda que as autoridades norte-americanas devem fazer reflectir na sua política externa as observações referentes aos países onde se verificam abusos de direitos humanos, nomeadamente em relação à liberdade religiosa.

O Relatório é produzido por uma comissão independente bipartidária dos Estados Unidos e as suas recomendações são transmitidas ao Presidente, Secretário de Estado e ao Congresso dos EUA.

A Fundação AIS também manifestou, muito recentemente, a sua preocupação pela deterioração da liberdade religiosa no mundo, referindo que há sinais preocupantes de aumento de violência contra os cristãos, situação demonstrada pelos atentados em igrejas no Sri Lanka no Domingo de Páscoa, que permitem concluir que o ano de 2019 é já um dos mais sangrentos nas últimas décadas.

Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado português da Fundação AIS sublinha que esta constatação implica que é necessário reforçar o trabalho da Ajuda à Igreja que Sofre junto das comunidades cristãs perseguidas no mundo.

“Em muitos lugares, em muitas ocasiões, os cristãos perseguidos só têm mesmo a ajuda que lhes chega através da generosidade dos benfeitores e amigos da Fundação AIS. Seria dramático, para comunidades inteiras, se a AIS deixasse de existir”, diz ainda a directora da AIS em Portugal.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

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