Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Cadastre-se e receba Aleteia diretamente em seu email. É de graça.
Receber

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Triste, surpreendente, inspirador: o drama e o recomeço da menina-mãe de 11 anos

Tressa Middleton / Facebook (Fair Use)
Compartilhar

Estuprada pelo próprio irmão, humilhada na escola, privada da guarda da filha, surpreendida pela morte da mãe e afundada nas drogas: mas ela conseguiu se reerguer

Tressa Middleton se tornou conhecida como “a mãe mais jovem do Reino Unido” em 2006 ao dar à luz uma menina quando tinha apenas 12 anos de idade. Ela já era mãe, no entanto, desde os 11, quando ficou grávida em circunstâncias traumáticas e passou a gestar em seu corpo tão jovem uma vida que de nada tinha culpa.

As muitas dificuldades em que se viu envolvida não impediram Tressa de amar profundamente a filhinha e de cuidar dela com esmero, ajudada pela própria mãe, Tracey, que lhe deu todo o amparo.

A bomba

Durante dois anos, a menina-mãe manteve em segredo a identidade do pai da sua filha, mas, em 2008, revelou uma verdade que explodiu como uma bomba: aos 11 anos, ela tinha sido estuprada pelo próprio irmão, Jason, então com 16 anos.

Naquele mesmo ano, a justiça britânica determinou que a bebê deveria ser entregue para adoção, alegando que Tressa não dispunha de todas as condições necessárias para cuidar adequadamente da filha. A partir da perda da guarda da pequena, a própria Tressa, devastada, passou três anos entrando e saindo de instituições de cuidados para adolescentes e acabou caindo em uma espiral de abuso de álcool e vício em heroína.

Nesse meio-tempo, Jason foi condenado a quatro anos de prisão pelo crime de estupro contra a irmã menor.

Mais dois golpes aos 18 anos

Em 2012, aos 18 anos, mais dois golpes atingiram Tressa com brutalidade: a morte da mãe, que tinha sido fundamental para ajudá-la nos cuidados da filhinha durante os dois anos em que manteve a sua guarda, e um aborto espontâneo, que frustrou a sua segunda gravidez: uma nova vida, não planejada, mas envolta em esperança, fruto da relação com o namorado Darren Young, então com 25 anos.

“Aquilo me levou de volta ao medo e à confusão mental de quando eu fiquei grávida tão jovem. Darren e eu não tínhamos planejado esse bebê, e eu tive sentimentos desencontrados quando soube que estava grávida de novo. Por um lado, estava muito entusiasmada por ser mãe de novo e por ter uma segunda chance de ser feliz. Mas uma parte de mim estava assustada. Eu tinha tido que enfrentar tanta coisa da primeira vez e fiquei tão despedaçada quando eles me tiraram a minha filha que não iria conseguir passar por tudo aquilo de novo. Eu ainda durmo com o ursinho da minha primeira filha toda noite. Eu nunca perdi o amor que eu tenho por ela. Eu choro todo santo dia. Ela é tudo em que eu mais penso”.

Estas palavras dilacerantes de Tressa foram ditas em entrevista de fevereiro de 2018 ao jornal inglês The Sun: na ocasião, ela voltava às manchetes do Reino Unido por conta de uma terceira gravidez.

A vida se renova

Aos 24 anos, Tressa deu à luz a sua segunda filha, Arihanna, também fruto do relacionamento com Darren, agora seu noivo – e pai carinhoso da bebê que renovaria a vida do casal.

“Eu senti pura alegria quando a minha segunda filha nasceu. Mas também me senti culpada porque a Arihanna está comigo e a minha outra filha não está. Eu fico de coração partido sabendo que a minha segunda filha não vai conviver com a irmã mais velha. Mas eu realmente tenho a esperança de que um dia elas vão se conhecer. Isto seria tudo para mim”.

Darren Young / Facebook (Fair Use)

Histórias entrecruzadas

Tressa recebe duas cartas por ano dos pais adotivos de sua primeira filha, nas quais lhe dizem, basicamente, que “tudo está bem”. Mas ela não tem autorização para ver a menina, que, hoje, tem pouco mais do que a idade que a própria Tressa tinha quando a deu à luz.

Em 2014, outra menina de 12 anos de idade deu à luz no Reino Unido, tornando-se assim, por uma diferença de 5 meses em relação a Tressa, a nova mãe mais jovem do país. O pai era um menino de 13 anos – e a soma das idades dele e dela resulta na mais baixa já registrada até hoje em toda a longa e complexa história britânica.

Tressa, por ocasião dessa notícia, enviou àqueles novos pais adolescentes uma mensagem de apoio, oferecendo-se para ajudá-los com a sua experiência pessoal de ter encarado a maternidade precoce:

“Mandei os meus parabéns mais calorosos para eles, mas vai ser incrivelmente pesado. Naquela idade você está muito preocupada com o que os outros vão pensar na escola. Tinha gente que me jogava coisas, até mesmo quando eu estava com a neném dentro do carrinho. E o bullying nas brincadeiras… aquilo era o pior. Eles até cuspiam em mim. Eu espero, de verdade, que nada disso tenha acontecido com essa mamãe. Mas eu nunca me arrependi e não me arrependo de ter tido a minha filha“.

Leia também: Minha mulher engravidou de um estuprador – e eu acolhi o bebê nascido dessa violência

Boletim
Receba Aleteia todo dia
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.