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Juiz argentino condena médico por se recusar a fazer aborto

Leandro Rodríguez Lastra

Estudiantes del Comahue Activos por la Vida / Facebook

Reportagem local - publicado em 23/05/19

Segundo a sentença, ele era "legalmente obrigado" a realizar o aborto de um bebê de 23 semanas de gestação em uma jovem de 19 anos

Em sentença deste último dia 21 de maio, o juiz Álvaro Meynet, de Río Negro, na Argentina, declarou “culpado de descumprimento de seus deveres de funcionário público” o médico ginecologista Leandro Rodríguez Lastra, porque, em 2017, ele evitou um aborto e, graças a isto, conseguiu salvar a vida tanto da gestante, de 19 anos, quanto do bebê, de 23 semanas de gestação.

A jovem tinha chegado ao Hospital Pedro Moguillansky, em Cipolleti, em situação crítica após ingerir o abortivo misoprostol, que lhe tinha sido administrado pelo coletivo feminista La Revuelta.

A deputada provincial Marta Milesi, de Río Negro, denunciou o dr. Leandro Rodríguez Lastra e a dra. Yamila Custillo por interromperem o aborto que já estava em andamento. A denúncia alegava que a jovem tinha sido estuprada e não queria levar a gravidez adiante.

A dra. Yamila foi retirada da denúncia em maio de 2018, mas o processo continuou contra o dr. Leandro: segundo a sentença do juiz Meynet, ele era “legalmente obrigado” a realizar o aborto porque não estava inscrito no registro de objetores de consciência.

O juiz considerou que o médico abusou da sua posição como chefe da Unidade de Ginecologia do Hospital Moguillansky para se impor diante de uma mulher jovem, com escassos recursos de comunicação, como ficou evidenciado na audiência, além de não contar com o suporte adequado, já que estava acompanhada apenas por sua irmã“.

A sentença contra o dr. Leandro será publicada em breve e poderá incluir desde a sua suspensão do exercício da medicina até 2 anos de prisão.

O médico foi apoiado por milhões de cidadãos argentinos e por dezenas de instituições pró-vida tanto nas redes sociais quanto em manifestações públicas diante do tribunal e em diversas cidades do país. Depois do julgamento, ele declarou que recorrerá da decisão e continuará lutando por justiça.

Leandro Rodríguez Lastra
Citizen Go Argentina

Reação da Igreja

De parte do episcopado argentino, dom Alberto Bochatey, bispo auxiliar de La Plata e membro da Academia Pontifícia para a Vida, se pronunciou contra a sentença durante uma entrevista de rádio em que usou palavras contundentes:

“O povo argentino quer a vida, não a morte. O que todos nós queremos são leis de justiça no país, mas condenaram o dr. Leandro por salvar as duas vidas. É a primeira vez que temos leis que obrigam nossos médicos a matar”.

O bispo também alertou para a diferença entre lei e justiça, recordando que existem legislações que

“cumprem todas as regulamentações legais, mas não necessariamente a justiça; por isso é que lutamos tanto, para que a Argentina tenha leis justas e equilibradas, nas quais a vida esteja sempre protegida”.

Dom Alberto acrescentou que a condenação do dr. Leandro

“é consequência da cultura da morte, do descarte, da injustiça, da ideologia e não dos verdadeiros critérios e valores do povo argentino. Porque o povo argentino quer a vida e não a morte”.

Mais reações

A Comissão Federal de Advogados Pró-Vida também rejeitou a condenação do médico e incentivou o povo argentino a “não se calar diante deste ato nefasto de perseguição aos pró-vidas“.

A Unidade Pró-Vida de Cipolletti se manifestou avisando que “apresentará recurso em segunda instância, que pode mudar o resultado. Isso não termina aqui. Nós vamos continuar. Agradecemos a todos os que dão e continuarão dando o seu apoio a Leandro”.

A mesma entidade questionou o fato de que o médico foi condenado por salvar duas vidas enquanto “os principais promotores do aborto clandestino continuam livres, sem serem julgados por exercício ilegal da medicina e por abertamente promoverem a prática de um crime”.

Os Médicos pela Vida informaram que participarão de uma marcha nacional agendada para o dia 8 de junho em defesa do dr. Leandro.

___________

Com informações da ACI Digital

Tags:
AbortoIdeologiaVida
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