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Nossos filhos e a epidemia do “eu”

king boy
Valery Sidelnykov - Shutterstock
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Como fazer para que nossas crianças consigam sair do “eu" para crescerem saudáveis, independentes e felizes

Vivemos a era da selfie, das opiniões únicas no Twitter, da autenticidade como fim supremo, do sucesso através dos likes. Uma época que está infestada de atitudes que promovem o “eu” como sendo o centro da existência. Com isso, sem querer, nossas condutas como pais podem fortalecer essas tendências. 

Ficou para trás a época em que as crianças acompanhavam os pais em seus programas, quer seja num cinema ou numa partida de futebol. Antes, as crianças eram parte da família. Agora, são o centro dela. 

Isso não quer dizer que estamos fazendo tudo errado: a visão familiar moderna é muito mais integrada, e a proliferação de planos e atividades em famílias com as crianças também conseguiu um sistema familiar mais coeso. 

No entanto, todas as mudanças geraram nas crianças a atitude do chamado “entitlement” (mereceimento). Desde pequenos, elas acreditam que merecem toda a atenção do mundo e que seria injusto não recebê-la. As crianças, então, passaram a ser superprotegidas, elogiadas demais e a ter mais bem materiais do que necessitam. 

Isso se traduz em atitudes desafiadoras, que tendem a ser problemáticas em algumas situações em que elas não são o centro das atenções, como na escola, na igreja e, mais adiante, na universidade e no ambiente de trabalho.

Muitas dessas crianças crescem sem a capacidade de ser independente. Embora sejam bons estudantes ou esportistas, são pessoas que necessitam constantemente de atenção e da ajuda dos outros. 

Então,  o que fazer para combatermos essa epidemia nos nossos lares. Como conseguir que nossos filhos saibam sai do “eu” para crescerem saudáveis, independentes e felizes? 

Em primeiro lugar, devemos transformar nossa família em um sistema hierárquico, em que os filhos não sejam a autoridade principal. Significa ensiná-los a obedecer, a demonstrar respeito pelos mais velhos e a aprender que há momentos em que eles não serão o centro da atenção. 

Outra técnica para escapar dessa epidemia é ensiná-los a lidar com a frustração, ou seja, eles precisam saber se recuperar de um fracasso ou superar obstáculos sem que os pais intervenham. 

Nós, pais, devemos também situar nossos filhos na vida real e ensiná-los o verdadeiro valor das coisas. Como? Tirando a importância dos likes e valorizando as amizades verdadeiras. É preciso tirar deles a ideia de que a opinião que eles têm é a mais importante e que outros pontos de vista não valem nada. Conseguiremos fazer isso tirando-os um pouco das redes sociais e convidando-os a se aproximar de outras realidades com menos privilégios que os deles. 

Por último, devemos deixar de fazer as coisas por eles; eles têm que enfrentar suas batalhas. Somente permitindo que eles tomem ciência da própria vida é que poderemos ensiná-los que eles são capazes, fortes e que podem crescer… 

Sobretudo, eles precisam saber que estaremos sempre ali para apoiá-los. 

 

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