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Como proceder quando uma pessoa atrapalha o crescimento da comunidade?

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Catholic Diocese of Saginaw | CC BY-ND 2.0

Pe. Gabriel Vila Verde - Aleteia Brasil - publicado em 27/05/19

"Jesus é Mestre. Dá três chances para que a pessoa possa se redimir. Se não quer..."

O pe. Gabriel Vila Verde publicou em seu perfil no Facebook o seguinte comentário sobre como se deve proceder nos casos em que uma pessoa atrapalha o bom andamento de uma comunidade:

Padre, como proceder quando uma pessoa atrapalha o crescimento da comunidade? Simples. Jesus ensinou no Evangelho: 1° – alguém chama a pessoa para uma conversa. Isso é correção fraterna. 2° – se a pessoa não ouviu, chame mais alguém para testemunhar a correção. 3° – se a pessoa não ouviu esse alguém, chame a Igreja. Ou seja, leve ao sacerdote ou, em casos extremos, ao Bispo. 4° – se ele/ela não se retratar perante às autoridades da Igreja, seja tratado como pagão ou publicano. Em resumo, seja excluído da comunidade. Jesus é Mestre. Dá três chances para que a pessoa possa se redimir. Se não quer… RUA!

Como harmonizar justiça e misericórdia?

A referência usada pelo sacerdote é ao Evangelho de São Mateus 18, 15-18, em que Jesus afirma explicitamente:

“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”.

Esta orientação é limpidamente coerente com o respeito que Deus mantém pela liberdade humana, a ponto de jamais nos obrigar nem sequer a acolher o Seu Perdão. Ele está sempre pronto a nos perdoar, mas, para poder fazê-lo, quis tornar-Se “dependente” do nosso livre arbítrio. Deus nos trata como adultos, como pessoas livres, responsáveis, donas das próprias decisões – tanto é que a condenação eterna de uma alma consiste precisamente no fato de essa alma rejeitar voluntariamente o Perdão de Deus, com plena consciência e de coração endurecido, já que Ele, por Si mesmo, não nos condena, mas perdoa.

A Misericórdia Infinita de Deus não pode servir como desculpa cômoda para não fazermos a nossa parte.

É por isso que, na vida de Igreja como comunidade fraterna, o mesmo princípio também se aplica aos irmãos que reiteradamente usam da sua liberdade para prejudicar o próximo ou ferir o bem comum: se esse irmão, livremente, se recusa a merecer o perdão, então a sua liberdade de manter-se fora da comunidade será respeitada. A escolha é dele e é ele quem deve responder pelos seus atos – principalmente diante de Deus.

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A partir de postagem do pe. Gabriel Vila Verde no Facebook

Tags:
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