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Redação da Aleteia

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Conferência vaticana em defesa da vida é vítima de notícias tendenciosas

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A “grande mídia”, para variar, deu um jeito de noticiar as palavras do Papa Francisco de forma imprecisa e sensacionalista

O dicastério vaticano para os Leigos, Família e Vida realizou neste fim de semana, de 23 a 25 de maio, uma conferência internacional em Roma sobre a defesa da vida humana desde a concepção, particularmente em circunstâncias de extrema fragilidade.

A iniciativa “Yes to Life” (“Sim à Vida”, em inglês) foi promovida em parceria pela Santa Sé, pelos Cavaleiros de Colombo e pela Fundação Il Cuore in una Goccia (“O Coração numa Gota”, em italiano).

Com participação de 400 pessoas cadastradas vindas de cerca de 70 países, desde médicos e especialistas em assistência pré-natal até representantes de dioceses e conferências episcopais, passando por dezenas de famílias e leigos, o encontro teve como objetivo, segundo o Vaticano, oferecer

“modelos realistas e replicáveis ​​de acompanhamento médico, mas especialmente pastoral, possíveis ​​desde a concepção, e mostrar um rosto da Igreja próxima das famílias que, com frequência, são aconselhadas a fazer aborto como única alternativa”.

A conferência quis abordar, também,

“de maneira realista e concreta, o momento fundamental na história de cada casal que é a espera de um filho – inclusive quando a vida prestes a nascer é extremamente frágil, pois a medicina pré-natal oferece hoje oportunidades extraordinárias de assistência”.

O dicastério para os Leigos, Família e Vida, equivalente a um “ministério” dentro da estrutura vaticana, declarou que a conferência se guiou pela proposta de

“não deixar sozinhas as famílias que vivem um momento tão delicado. É preciso que os agentes pastorais estejam perto delas, oferecendo ao mesmo tempo o conforto espiritual necessário diante da dor: ciência e fé podem aliar-se para acompanhar com amor e atenção os casais e famílias que vivem a experiência do nascimento de uma criança com patologias graves ou com deficiência”.

A “grande mídia” e sua interpretação tergiversada

No Brasil, veículos da assim chamada “grande mídia” não perderam a “chance” de “noticiar” a conferência de forma enviesada: o Estadão, por exemplo, destacou de modo “peculiar” a menção do Papa Francisco aos diagnósticos pré-natais.

O Papa havia dito que esses diagnósticos não devem desanimar as famílias quando o bebê em gestação é diagnosticado com más-formações e patologias, já que “a evolução de cada doença é sempre subjetiva e nem sequer os médicos sabem com frequência como ela se manifestará em cada indivíduo“.

Ou seja: Francisco não fez crítica alguma aos diagnósticos pré-natais em si mesmos, mas sim à forma como se lida com eles quando envolvem patologias do bebê em gestação. Obviamente, o Papa enfatizou que o aborto não será solução e recordou que a medicina conta com muitos recursos para ajudar a acolher cada vez melhor as crianças necessitadas de cuidados especiais. Nenhuma novidade, já que este é o ensinamento da Igreja desde sempre e não mudará jamais, pois a Igreja não pode mudar o Evangelho.

No entanto, o jornal preferiu estampar um título gritantemente tendencioso, capaz de gerar interpretações errôneas sobre as palavras de Francisco: Papa critica diagnóstico pré-natal e diz que aborto não é solução”.

Captura de Tela / Website Estadão

O aborto de um ser humano jamais será solução para nada, mas abortar o sensacionalismo na mídia seria uma excelente política sanitária.

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