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Especialista: “Documento vaticano sobre gênero deveria estar em universidades”

GENDER BRAINS
Shutterstock
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“Homem e mulher os criou”: estudos lançam luz para se abordar a complexidade da ideologia de gênero nas escolas

Recém-divulgado pelo Vaticano através da sua Congregação para a Educação Católica, o documento “Homem e mulher os criou“, que lança luz sobre a complexidade da ideologia de gênero nas escolas, deveria fazer parte do currículo das universidades católicas, defendeu o professor de Ética Fundamental da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, pe. Robert Gahl.

Conforme reportagem da agência ACI Digital, que entrevistou o sacerdote professor, ele afirma que a questão não é “se” as universidades católicas deveriam introduzir o documento da Congregação para a Educação Católica em seus debates, mas “como fazê-lo”, pois a necessidade é imperiosa.

“Em algumas das universidades onde é mais necessário haverá resistência entre alguns dos professores e até entre aqueles que têm responsabilidade de governo na universidade. Por isso também será de responsabilidade dos bispos locais, com a sua liderança, não só confirmar ou comprovar que o documento esteja sendo posto em prática, mas também mostrar como fazê-lo de forma positiva, seguindo o caminho de diálogo que o documento destaca”.

O pe. Robert propõe que o documento faça parte da bibliografia de todos os assuntos ligados a antropologia, filosofia e teologia e também “na orientação inicial dos estudantes da universidade, para garantir que não haja discriminações, que haja respeito a todas as pessoas. Esse respeito tem que ser também segundo a condição sexual de cada um”.

De fato, o subtítulo do documento é “Para uma via de diálogo sobre a questão de gênero na educação“.

Complexidade

O sacerdote observa que o documento não foi escrito apenas porque sim: ele é o resultado de muito tempo de estudo e debate.

“É uma evidência pública que a redação exigiu o trabalho de um grupo de estudo durante muito tempo. O documento foi assinado pelas autoridades em fevereiro passado e só agora foi publicado. Normalmente há grupos de estudo internacionais dentro da congregação, que são consultores e especialistas. Esse documento deve ser aprovado primeiro pela Congregação para a Doutrina da Fé, que cuida da exatidão de qualquer documento desse tipo, e, certamente, foi também para o Departamento de Estado. Por isso, com certeza ele foi visto, estudado, corrigido por vários dicastérios, além de ter sido aprovado pelo Papa”.

Crise de identidade

O pe. Robert destacou a urgência de esclarecimentos sobre essa ideologia num mundo em crise:

“Estamos diante de uma grande crise em toda a sociedade, que tem grande impacto na vida da Igreja. Há muitos institutos eclesiásticos no mundo inteiro lutando para acertar a melhor maneira de lidar com esse problema. Este documento é de grande ajuda. Poderíamos achar que ele é só uma compilação de textos anteriores, mas ele vai além, porque, na minha opinião, ao mesmo tempo em que reafirma o magistério tradicional, também tem um desenvolvimento importante da doutrina, especialmente sobre como expressar-se em alguns dos detalhes da linguagem neste assunto em que a linguagem é especialmente importante”.

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A partir de matéria da ACI Digital

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