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Sri Lanka: dois meses depois dos atentados, cristãos estão ainda em estado de choque

SAINT SEBASTIAN Sri Lanka
Ishara S. Kodikara | AFP
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Os atentados terroristas do Domingo de Páscoa visaram três igrejas cristãs e alguns hotéis na cidade de Colombo e na de Negombo e causaram pelo menos 253 mortos

Após terem passado mais de dois meses após os terríveis atentados contra Igrejas e hotéis no Sri Lanka no Domingo de Páscoa, é indisfarçável o sentimento de medo entre a comunidade cristã, como constatou a responsável da Fundação AIS pelo departamento de projectos para a Ásia após uma visita ao país.

“A população em geral e especialmente os cristãos ainda estão em estado de choque”, afirmou Veronique Vogel ao regressar de uma visita ao Sri Lanka onde procurou fazer um balanço da situação existente após os ataques terroristas que causaram a morte a quase três centenas de pessoas.

“As medidas de segurança foram muito rigorosas durante a visita”, explicou Veronique, acrescentando que “as forças de segurança e os militares estão em toda parte”, mas isso não impede que as pessoas sintam “medo, especialmente entre a população cristã”.

Este sentimento de medo de que fala a responsável da Fundação AIS explica-se também pelo facto de as autoridades terem identificado e detido apenas alguns dos terroristas responsáveis pelos atentados, pois no Sri Lanka reina a convicção de que “houve mais pessoas envolvidas”. Portanto – diz Veronique Vogel – a população tem consciência de que “há pessoas extremamente perigosas” que estão em liberdade e que “podem atacar novamente em qualquer momento”.

Durante a visita, a delegação da Fundação AIS visitou a capital, Colombo, assim como a cidade vizinha de Negombo, que foram palco de ataques a igrejas e hotéis no Domingo de Páscoa.

“Esta viagem foi organizada para que pudéssemos ver por nós próprios o estado em que se encontram as paróquias católicas e assegurar a nossa solidariedade às respectivas comunidades, pois os ataques terroristas foram especificamente direccionados para os cristãos.”

Apesar de as igrejas do Sri Lanka estarem abertas ao culto desde o dia 21 de Maio, isso não impede, observa Veronique Vogel, que a maioria dos cristãos permaneça em estado de choque. “Muitos disseram-me que têm medo de entrar nas igrejas ou que se sentem aterrorizadas quando ouvem os sinos a tocar.” É um testemunho que revela uma memória angustiada do dia dos atentados.

No entanto, a responsável pelos projectos da Fundação AIS para a Ásia também registou testemunhos de pessoas que apesar de terem perdido membros da sua família ou amigos afirmam-se mais fortes na sua fé.

Igualmente relevante é o facto de muitas das pessoas contactadas por Vogel assumirem a importância de todos trabalharem activamente para a paz de forma a se impedir o regresso da guerra civil.

Sinal também de que a comunidade cristã procura ultrapassar o trauma que está a atravessar, a Igreja de Santo António, que foi atingida pelo ataque bombista no Domingo de Páscoa, foi reconsagrada na passada quinta-feira, dia 13 de Junho, festa do padroeiro, estando em evidência uma placa em pedra em que constam os nomes das 54 vítimas das explosões que ocorreram precisamente às 8:45 horas do dia 21 de Abril.

Os atentados terroristas do Domingo de Páscoa visaram três igrejas cristãs e alguns hotéis na cidade de Colombo e na de Negombo e causaram pelo menos 253 mortos e cerca de meio milhar de feridos. As autoridades afirmam que os ataques foram da responsabilidade de um grupo jihadista local apesar de o daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico ter reivindicado a sua autoria. O Sri Lanka tem aproximadamente 22 milhões de habitantes, dos quais, cerca de 70 por cento são budistas, 12,5% hindus, 9,5% muçulmanos e apenas 8 por cento cristãos.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

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