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Juntos de Cristo, somos invencíveis

SAINT PETER
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É isso que Jesus está mostrando com a Eucaristia: como o pão e o vinho, o corpo de Cristo, a Igreja precisará de uma comunidade

Em Corpus Christi, a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, Jesus Cristo não nos diz apenas que somos abençoados e fortes. Ele nos mostra.

Jesus mostra aos discípulos que eles não podem fazer nada sozinhos. Mas com Ele, eles podem fazer coisas incríveis.

No evangelho de domingo, Jesus começa mostrando e não apenas contando.

Quando multidões se reuniam em torno dele em um local deserto, ele “falou à multidão sobre o Reino de Deus”, mas também mostrou-lhes: “ele curou aqueles que precisavam ser curados”.

Mas então Jesus quer mostrar a eles – e seus apóstolos – ainda mais. Na hora do jantar, os apóstolos querem despedir as multidões para que todos possam comer. Jesus quer que todos fiquem. Eles não podem imaginar como poderiam alimentar todo mundo com apenas cinco pães e dois peixes.

Jesus assume. Ele faz os apóstolos sentarem a multidão em grupos de 50, depois abençoa o pão e o reparte, e o passa para os discípulos que o levam para cada grupo.

Você pode imaginar a cena: os discípulos continuam voltando para Jesus e encontrando mais e mais alimentos que continuam levando às multidões.

A lição é clara: deixados para si mesmos, os Apóstolos mal conseguem se alimentar. Trabalhando juntos e retornando a Jesus de novo e de novo, eles podem alimentar as multidões.

“Todos comeram e ficaram satisfeitos”, diz o Evangelho. E quando os fragmentos restantes foram apanhados, eles encheram doze cestas.

Jesus fez o mesmo com trigo e uvas.

Isto é exatamente o que acontece na Eucaristia, que, significativamente, é feita de pão e vinho.

A importância do pão e do vinho na Bíblia remonta muito antes da Eucaristia. Na primeira leitura, uma figura misteriosa – Melquisedeque, a primeira pessoa na Bíblia chamada de sacerdote – oferece pão e vinho para o futuro Abraão, junto com uma bênção.

Ele poderia ter oferecido nozes e frutas com sua bênção. Então, sua oferta teria dito: “Deus quer que você sobreviva”. Em vez disso, ele ofereceu pão e vinho.

Estes não são alimentos simples; são alimentos que exigem imaginação, inteligência, esforço comunitário e muito tempo para fazer. Você não ganha pão sem plantar, cultivar e colher trigo, debulhá-lo, moer, fazer massa, adicionar fermento e assá-lo. Você precisa de tecnologia e precisa de ajuda. É o mesmo com o vinho. Você precisa de cestos e depósitos para colheitadeiras, cubas e barris para viticultores.

Não apenas cada pão e cada xícara de vinho representam trigo e uvas colhidos de longe, cada pão e cálice representam uma comunidade de trabalhadores.

É isso que Jesus está mostrando com a Eucaristia: como o pão e o vinho, o corpo de Cristo, a Igreja precisará de uma comunidade.

Jesus é como o velho na fábula. Esopo conta a história de um grupo de filhos adultos que discutiam entre si. Seu pai advertiu-os de que suas brigas seriam sua ruína. Suas palavras não causaram impacto neles. Então ele decidiu mostrar.

Um dia, quando eles estavam discutindo, o pai trouxe-lhes um punhado de gravetos amarrados juntos. Ele deu a cada um e pediu-lhes para quebrá-lo. Nenhum deles conseguiu.

Então ele desatou os gravetos e entregou um para cada filho. Eles os quebraram facilmente.

“Meus filhos”, disse o pai, “vocês não vêem como é certo que, se vocês concordarem uns com os outros e se ajudarem uns aos outros, será impossível que seus inimigos os prejudiquem? Mas se vocês estão divididos entre si, não serão mais fortes do que um único graveto.”

Mas então Jesus acrescenta à lição: não somos apenas fortes como uma equipe trabalhando em conjunto, somos fortes como uma equipe trabalhando com Deus.

Na primeira leitura, escrita por volta de 53 dC, logo após a morte de Jesus, Paulo descreve a Eucaristia: “O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, depois de dar graças, repartiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo que é dado por vós’”.

Jesus havia dito às multidões após a multiplicação dos pães, na versão de João da história, que eles deveriam “comer minha carne e beber meu sangue” para ter a vida eterna.

Aqui, Paulo nos mostra como será: na Eucaristia, Jesus transforma o pão e o vinho em seu próprio corpo, sangue, alma e divindade.

Esta é outra lição objetiva. Ao nos dar de comer do seu próprio corpo e sangue, Jesus está nos dizendo que Ele quer estar tão intimamente conosco que Ele é a vida que seus seguidores compartilham.

Juntos, somos maiores que a soma de nossas partes. E junto com Jesus, somos invencíveis.

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