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Padre sequestrado consegue escapar ileso do cativeiro durante a madrugada

Pe. Isaac Agabi / Facebook
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Cristãos do país vivem sob a sombra constante de ameaças, com casos aterrorizantes de violência e covardia

O pe. Isaac Agabi foi sequestrado no fim de tarde do último 16 de junho, domingo, quando retornava da celebração da Santa Missa por uma estrada menos movimentada na região de Auchi-Igarra, situada em Edo, um Estado do centro-sul da Nigéria.

Surpreendentemente, porém, o sacerdote que é pároco da Igreja do Santo Nome, na cidade de Ikpeshi, no mesmo Estado, conseguiu escapar do cativeiro na madrugada de terça-feira, 18, enquanto os sequestradores dormiam.

A diocese de Auchi-Igarra confirmou em nota que não foi pago nenhum resgate e que o sacerdote conseguiu fugir pela selva, retornando são e salvo à paróquia.

O Norte da Nigéria é alvo frequente de ataques perpetrados pelo sanguinário grupo terrorista islâmico Boko Haram, mas a região de Edo está geograficamente fora desse âmbito de ação dos fanáticos jihadistas. Ainda assim, não está descartada a ligação entre o bando e os sequestradores, cuja identidade ainda não foi divulgada.

Sequestros são rotineiros no país

O país africano, que é um dos mais populosos do mundo e que deverá ultrapassar o Brasil em total de habitantes até 2025 embora tenha área territorial oito vezes menor que a brasileira, tem estado tristemente presente nos noticiários pela violência de que é cenário.

Em outubro passado, homens com armamento pesado interceptaram um carro em que 5 freiras voltavam ao convento após um funeral em Agbor, no sudeste do país. Os bandidos dispararam para bloquear o veículo e os tiros atingiram as pernas de duas das religiosas, que foram feitas reféns e libertadas dias depois.

Já o pe. Andrew Anah, pároco da igreja do Sagrado Coração de Obomkpa, na mesma diocese das religiosas, foi sequestrado duas vezes no ano passado: na segunda ocasião, ocorrida em 5 de junho, só foi libertado um mês depois.

O sequestro mais famoso do país foi o das 276 meninas estudantes de Chibok, ocorrido em 2014, mas o mais numeroso já denunciado envolveu cerca de 500 mulheres e crianças, raptadas no final do mesmo pelos fanáticos do Boko Haram em Damasak, nordeste da Nigéria. Este sequestro massivo, porém, não recebeu holofotes: sob a presidência de Goodluck Jonathan, o governo nigeriano desmentiu, em março de 2015, as notícias sobre o rapto coletivo, mas moradores da região o confirmaram à agência internacional AFP, que reportou o testemunho de um funcionário público protegido pelo anonimato: “Mantivemos silêncio sobre este sequestro por medo da raiva do governo, que já está constrangido com o sequestro das estudantes de Chibok“.

Outro rapto absolutamente aterrorizante registrado na Nigéria é o da esposa e mãe católica Rebeca Zacharia, cuja história de sofrimentos inimagináveis foi divulgada pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. Você pode ler esse relato dilacerante no seguinte artigo:

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