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Obra-prima de Caravaggio é arrematada antes de leilão

Cabinet Turquin
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O comprador e o preço final da pintura, estimada em 170 milhões de dólares, continuam não revelados

A pintura que muitos acreditam ser um Caravaggio que estava perdido não vai a leilão, pois um comprador não identificado a arrematou apenas alguns dias antes de iniciarem os lances. Descoberta no início deste ano no sótão de uma casa em Toulouse, na França, a obra-prima perdida deveria ter um preço superior a 170 milhões de dólares.

The Guardian relata que um comprador estrangeiro ligado a um grande museu fez a compra. De acordo com Marc Labarbe, o leiloeiro local que descobriu a pintura, foi essa conexão com um museu que convenceu o vendedor a aceitar a oferta.

Embora o comprador, o preço final e o museu em questão continuem a ser um mistério, a pintura certamente passará por testes de autenticação antes de ser exibida publicamente. Especialistas começaram a lançar dúvidas sobre as origens do trabalho quase tão logo ele foi descoberto.

A historiadora de arte Elizabeth Lev expressou seus primeiros pensamentos à Aleteia, e sugeriu que o método de Caravaggio de fazer incisões na tela poderia ser um fator de identificação. Ela também mencionou algumas diferenças estilísticas entre a pintura em questão e outras obras de Caravaggio. Ela disse:

parece ser um retrato de uma mulher vestida com roupas de viúva contemporânea, olhando para o espectador. Em todo o trabalho de Caravaggio, há apenas uma ocasião em que uma mulher olha para o espectador, no retrato da cortesã Fillide, destruída em 1945. Todas as outras mulheres, incluindo Salomé com a cabeça de João Batista ou uma mulher espectadora na Ceia de Emaús, têm os olhos voltados para o lado.

Vários especialistas italianos também lançaram dúvidas, sugerindo que poderia ser uma cópia do artista flamengo Louis Finson, que trabalhou ao lado de Caravaggio.

Eric Turquin, o especialista que descobriu a pintura, está convencido de que os recentes raios-x e a limpeza da pintura provaram ser o artigo genuíno. Ele disse ao The Guardian:

a pintura mudou muito em seu processo de criação, com muitos retoques. Isso prova que é um original, pois os copistas não fazem retoques assim, eles copiam.

Agora é provável que a pintura deixe a França. Mas onde ela vai aparecer em seguida, ninguém sabe.

Leia também: O código “secreto” em “A ceia em Emaús”, de Caravaggio

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