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Como lidar com a ansiedade que surge às vésperas do parto

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As últimas semanas de gestação são marcadas por muita expectativa, e é nesse período que muitas mamães apresentam a Síndrome do Ninho Arrumado

Eu me lembro claramente das últimas semanas da gestação de meu filho. Como me sentia bem e não havia passado por nenhuma intercorrência que exigisse a antecipação de minha licença-maternidade, segui minha rotina normalmente: acordava cedo, ia para a academia de ginástica, trabalhava o dia todo… aliás, que saudade dessa época e de toda expectativa gostosa que sentia!

Quando entrei na 36ª semana de gestação, o acompanhamento médico passou a ser semanal e, naquela época, recebi uma ótima notícia: meu bebê finalmente estava posicionado! Até aquele momento, minha maior aflição em relação ao parto era ter de fazer uma cesárea e passar pelos desconfortos de seu estágio pós-operatório. Portanto, saber que meu bebê já estava “encaixado” foi um alívio.

Minha felicidade, porém, durou pouco, pois outro fato me pegou de surpresa: de acordo com um exame de ultrassom que fiz na reta final, existia uma grande possibilidade de que meu bebê nascesse com mais de 4 kg! E nunca vou me esquecer dos comentários que ouvi da médica que realizou esse exame: “Nossa, que bebê gordinho! Olhas essas pernas!”.

Voltei para o trabalho sonhando com o meu bebê rechonchudo, mas também um pouco preocupada com o seu tamanho. Passado o susto inicial, conversei com o médico e ele me explicou que os exames possuem uma margem de erro que varia e, no caso do meu bebê, poderia ser que ele nascesse pesando entre 3.800 e 4.200 kg.

Apegada ao pensamento positivo de que meu bebê teria 3.800 kg, segui meus rumos de ter um parto natural confiante de que minhas preces à Nossa Senhora do Bom Parto fossem ouvidas. E foram! A evolução do meu trabalho de parto transcorreu perfeitamente – embora não tenha ocorrido rompimento da bolsa, enfrentei fortes contrações e intensa dor – e Tomás nasceu exatamente no dia previsto pelo médico e pesando 4.026 kg.

Além do susto com o tamanho do bebê, a lembrança mais curiosa que tenho dos meus últimos dias de gravidez é a incrível disposição que passei a ter para organizar as coisas ao meu redor. Quando estava no fim da 39ª semana decidi encerrar todas as pendências que ainda tinha no trabalho e me lembro que na sexta-feira, véspera de um final de semana que seria prolongado pelo feriado da segunda, trabalhei até mais tarde concluindo os últimos relatórios.

Naquele mesmo dia, combinei com o marido de que iríamos assistir ao filme que acabara de estrear e que tanto queríamos ver, pois desconfiava que na semana seguinte já não seria possível. E foi dentro do cinema que, pela primeira vez, senti contrações mais fortes. Elas duraram pouco mais de uma hora e depois cessaram, e isso foi o suficiente para eu ter certeza de que entraria em trabalho de parto naquele final de semana.

No dia seguinte, porém, não senti nada. Acordei normalmente e lidei com as coisas da casa, verificando se tudo estava ok para quando o meu bebezinho chegasse. No domingo, porém, acordei com algumas contrações leves e doloridas, mas já confiante de que meu bebê estaria em meus braços em menos de 24h. Foi nesse exato momento que atingi o clímax da Síndrome do Ninho Arrumado.

Do momento em que levantei da cama até a hora de ir para maternidade não relaxei por um só minuto. Preparei o almoço junto do meu marido, organizei armários, lavei roupas, mudei coisas de lugar… e, enquanto fazia tudo isso, sentia que os intervalos entre as contrações estavam ficando cada vez menores e as dores se tornando mais intensas.

No final do dia, tomei um demorado banho quente para amenizar as dores. Em seguida, resolvi fazer uma sopa pois o intervalo entre as contrações ainda não justificava a ida para a maternidade. Mas, cerca de duas horas depois, lá estava eu a caminho do hospital sentindo fortes contrações e já psicologicamente preparada para enfrentar o estágio ativo do trabalho de parto.

Durante todo o trabalho de parto me mantive alerta ao que dizia meu coração, e ele avisava que logo meu bebê estaria em meus braços. Apegada à minha fé, me desapeguei das dores e entreguei meu corpo à vontade de Deus, e eis que Ele me presenteou com um menino forte e saudável.

Acredito que uma das razões de tudo ter transcorrido tão bem foi a tática que adotei para me distanciar da preocupação em relação ao peso do bebê. Simplesmente decidi que não iria pensar no assunto e que, na hora certa, tudo transcorreria bem.

Se uma mamãe ansiosa viesse me pedir um conselho sobre como lidar com toda a ansiedade que marca a chegada do bebê, eu lhe recomendaria relaxar e aproveitar esse momento único em paz absoluta. Saia para uma caminhada, prepare um escalda-pés, escreva uma carta para o seu bebê, vá à Missa, faça uma oração à Nossa Senhora do Bom Parto, vá almoçar em seu restaurante favorito ou prepare uma comida bem gostosa, leia um livro, reveja seu filme favorito ou faça uma maratona da série que não terminou de assistir… esses são os últimos dias que você conseguirá descansar plenamente. Muito em breve você será agraciada com a maior das alegrias e toda a sua atenção estará voltada ao seu bebê, então desfrute!

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