Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Newsletter Aleteia: uma seleção de conteúdos para uma vida plena e com valor. Cadastre-se e receba nosso boletim direto em seu email.
Registrar

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Por que devemos as sete notas musicais a João Batista

Ivanhoe CC via Wikipedia
Compartilhar

Guido D'Arezzo, o inventor da notação musical moderna, chamou as notas com um acróstico tirado de um hino a este santo

A notação musical moderna nasceu por volta de 1025 em Pomposa, na costa adriática de Ferrara, Itália, quando o monge beneditino Guido d’Arezzo percebeu que seus colegas monges tinham dificuldade em lembrar as melodias que deveriam ser cantadas ao se rezar a liturgia.

O sistema de Arezzo (o mesmo que usamos hoje, que basicamente consiste em uma partitura de cinco linhas, quatro espaços e sete notas em diferentes oitavas), substituiu a notação pneumática, que consistia em uma série de indicações de padrões de tom e ritmo que permitiriam ao cantor seguir as mudanças necessárias na articulação, duração ou tempo relacionadas às suas próprias capacidades respiratórias.

De fato, a palavra pneumática deriva tanto de pneuma, grego, que significa “sopro”, como de neuma, que significa “sinal”. Nos primeiros dias da Igreja, por exemplo, essa notação pneumática era usada para registrar as inflexões “quase melódicas” da recitação das Escrituras.

O Micrologus (seu tratado musical, que se tornou o segundo texto mais amplamente distribuído sobre música na Idade Média) de Guido D’Arezzo incluiu o que hoje conhecemos como notas musicais, e estabeleceu o uso (e nomes) de nossos sete notas musicais: ut – re – mi – fa – sol – la – si (Giovanni Battista Doni mudaria ut  por  depois, no século XVIII).

D’Arezzo batizou os nomes das seis primeiras notas tomando o acróstico das seis primeiras linhas deste hino dedicado a São João Batista:

Ut queant laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solve polluti
Labii reatum

(Para que possam / Exaltar a pleno pulmão / As maravilhas / Estes seus servos / Perdoem a falta / Dos nossos lábios impuros)

A sétima nota, SI, foi formada usando as iniciais de San Juan, “Sancte Ioannes” em latim. Foi adicionada um pouco mais tarde, para completar a escala diatônica.

Se você quiser ouvir o Ut Quéant Laxis, não perca o vídeo que vem a seguir:

 

São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.