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Como fazer as pazes com os erros do passado: lições de uma glamorosa atriz francesa

Eve Lavalliere
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Uma das mulheres mais famosas do seu tempo, Eve Lavalliere disse ter aprendido o segredo para viver bem

As aparências enganam. Eu sei porque, como padre, frequentemente falo com pessoas que estão buscando conselhos ou sentindo a necessidade de aliviar sua consciência sobre isso. Por trás determinada imagem que se quer transmitir, há uma vida real diferente.

Isso me traz à mente uma história fascinante que li recentemente sobre uma mulher que parecia ter tudo. O nome dela era Eve Lavalliere, e no início do século 20 ela era uma das mulheres mais famosas da França.

Ela era atriz de teatro, bonita, popular, talentosa e rica. A grande atriz Sarah Bernhardt ficou maravilhada com Eve, dizendo a ela: “O que você faz é inato: você cria – você não copia os personagens. É algo muito bonito.” Eve estava no topo do mundo. Era uma das mulheres mais invejadas de seu tempo. Em 1916, quando ela se curvou depois de um show em Londres, a plateia se levantou e a aplaudiu muito. Logo em seguida, ela saiu do palco e caminhou até o rio Tâmisa, pretendendo se afogar.

Por baixo do glamour e do sucesso, Eve era um vulcão de mágoas do passado e erros prontos para explodir. Mais tarde, ela disse que seu estilo de vida era como navegar “no vasto mar de pecados”. Ela tinha tudo, mas havia perdido a paz. “Eu tinha tudo o que o mundo poderia oferecer, tudo que poderia desejar”, ela disse, “no entanto, eu me considerava a mais infeliz das almas”.

Eve Lavalliere era apenas seu nome artístico. Ela o tirara de uma mulher chamada Duchesse de la Vallière, amante do rei Luís XIV. Seu nome verdadeiro era Eugenie Marie Fenoglio. Ela nasceu em uma família rompida, tendo um pai violento e alcoólatra. Quando sua mãe finalmente encontrou coragem para deixá-lo, ele ficou furioso e a matou antes de também se matar. Eugenie ficou deprimida e com tendências suicidas. Mesmo quando ela se transformou em Eve e encontrou grande sucesso no teatro, seu passado a assombrava. Em uma tentativa de compensar os traumas, ela teve casos com vários homens e esbanjou dinheiro. Nada disso trouxe-lhe felicidade, mas apenas agravou sua miséria. Nesse meio tempo, ela se tornou mãe solteira. Sua filha, quando adulta, ficou viciada em cocaína e acabou viciando secretamente Eve para que pudesse roubá-la livremente.

Tendo atingido as profundezas da depressão suicida, Eve encontrou um padre que a convenceu a ir à missa. Logo sua vida mudou. Ela deixou sua carreira de atriz para trás, assumiu um estilo de vida monástico e fez frequentes viagens missionárias à África. Os últimos anos de sua vida foram marcados pela falta de saúde e, quando ela morreu, não era mais famosa, glamourosa nem rica, mas estava em paz. Mesmo que sua vida material tenha piorado, as aparências enganam. Ela desaparecera do palco do mundo, mas, ao fazê-lo, recuperou sua felicidade.

Aqui está seu segredo para superar seu passado, a partir de uma citação sobre os últimos anos de sua vida. Eve aprendeu que “o passado deve ser deixado no passado e não pode continuar a envenenar o futur”o. Não importa o quanto tentemos compensar ou fingir que está tudo bem, não seremos verdadeiramente felizes até lidarmos com o passado. Perdoar, aceitar quem somos e seguir em frente, é assim que nos libertamos para compreender a felicidade do momento presente e a esperança do futuro.

No final, como Eva estava sofrendo de uma doença crônica, perguntaram-lhe se tinha alguma esperança de ser curada. Ela respondeu: “Nenhuma. Mas estou tão feliz! Você não pode imaginar como é grande a minha felicidade”. Ela então acrescentou: “estou nas mãos de Deus. Diga aos meus amigos dos tempos passados ​​que você conheceu a pessoa mais feliz da Terra”. Ela morreu em 1929, aos 63 anos.

Somos corajosos o suficiente para deixar o passado para trás? Deixar tudo o que nos impede de buscar a felicidade?

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