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Esta prática pouco usada é o modo verdadeiro de lutar contra nossas fraquezas

children's hands holding a chocolate donut. two kids pull to themselves donut. closeup.the concept of sharing food
EvgeniiAnd
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Ir à Confissão limpa nosso pecado, mas e quanto à inconstância de nossa vontade?

O que acontece se eu roubar uma caixa de chocolates e comer todos eles?

Eu terei cometido um roubo. Além disso, adicionarei açúcar em excesso no meu organismo. E, talvez o pior de tudo, vou ter enfraquecido minha vontade e tornado mais fácil roubar novamente, provavelmente algo mais significativo do que chocolates.

Suponha que eu vá me confessar e admita ter roubado chocolates?

Eu recebo absolvição sacramental e sou perdoado – isso é uma questão de graça. Eu faço a restituição ao dono da caixa de chocolates – isso é uma questão de justiça. O que sobrou? Milhares de calorias à base de açúcar em meu organismo. E, não vamos esquecer: eu enfraqueci a minha força de vontade e tornei mais fácil roubar novamente.

Se eu disser a mim mesmo: “Bem, eu me confessei tive meu pecado perdoado – e é isso que conta!”, então meu arrependimento certamente é incompleto, e minha conversão não ganhou nenhum impulso. Pois os hábitos da mente e do coração que levaram ao roubo ainda estão lá.

Isso significa que as próximas ocasiões de pecado que prometemos evitar chegarão muito perto, e provavelmente nos renderemos a elas. O que fazer?

Se eu roubei chocolates, posso olhar para minha barriga inchada e dizer: “Eu realmente tenho de melhorar isso!” Talvez eu me comprometa com uma dieta e exercícios para melhorar o físico e a saúde. Mas e quanto à minha força de vontade enfraquecida, tornada ainda mais frouxa pelo roubo e enfraquecida ainda mais por minha confissão sacramental superficial?

Vou (metaforicamente) bater na minha alma desleixada e dizer: “Eu tenho de melhorar isso!” Como posso compensar todo o “enfraquecimento da vontade” que absorvi quando consenti no roubo de chocolates?

Para responder a essa pergunta, temos de fazer uso de um conceito aparentemente esquecido e certamente subutilizado: a penitência.

Agora, pessoas que se beneficiam da confissão sacramental podem objetar e dizer: “Mas o padre disse-me para dizer três Ave-Marias como penitência e eu fiz isso, então do que você está falando?” A penitência atribuída antes do sacerdote dar a absolvição sacramental pede ao penitente para fazer pelo menos um gesto simbólico de arrependimento pelo pecado, uma indicação de um desejo de mudança.

Mas se estamos realmente falando sério sobre desfazer o dano que fizemos a nós mesmos por nossos pecados, então precisamos empreender um programa de penitências planejadas e sustentadas, algo que Santo Inácio chamava de “agir contra” a inclinação pecaminosa.

Por exemplo, se eu tenho o hábito de roubar chocolates, estou disposto a cometer o pecado da gulodice. Meu programa de penitência deve incluir dizer “não” aos objetos de desejo e dizer “sim” às coisas boas, mesmo que desagradáveis. Eu poderia fazer um jejum rigoroso às quartas e sextas-feiras, e também eliminar sobremesas por um mês e comer muito brócolis. Eu posso ou não acabar gostando de brócolis, mas isso não é que importa aqui. O que importa é que estou arrancando hábitos que me levam ao pecado, fortalecendo as faculdades que consentiram em pecar e, ao longo do tempo, substituindo os maus hábitos por bons hábitos.

Não há mais desculpas. Vamos trabalhar para tornar puro e forte o que deixamos ter se tornado sujo e fraco pelo pecado.

 

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