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Documentos de Isaac Newton revelam o lado religioso do cientista

SIR ISAAC NEWTON
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Esquece-se muitas vezes que o pai da ciência moderna também escreveu sobre teologia

A fama de Isaac Newton como físico é indiscutível. Mas embora ele tenha o máximo respeito como homem do pensamento científico, muitas vezes é esquecido como alguém que também escreveu sobre Deus. Em particular, ele era fascinado por temas metafísicos, pela fé judaica, a estrutura do Templo de Jerusalém e pelas especulações sobre o fim dos tempos.

Não é de surpreender que os escritos teológicos de Newton continuem a ser negligenciados. Na maior parte do tempo desde sua morte, eles estiveram nas mãos de seus beneficiários, que os confiaram à Universidade de Cambridge. No entanto, os estudiosos não tiveram interesse em suas reflexões sobre o divino.

Em 1936, os beneficiários de Newton colocaram esses trabalhos em leilão. Foi quando a maioria desses escritos chegou à posse de Abraham Shalom Yahuda, um erudito bíblico nascido em Jerusalém, que os doou à Biblioteca Nacional de Israel após sua morte, em 1967. É graças ao diligente trabalho de Sharon Cohen, da Biblioteca Nacional de Israel, que esses escritos teológicos estão recebendo mais atenção do que nunca.

Cohen explica que, enquanto o cristianismo adotava uma visão trinitária de Deus – como o Pai, o Filho e o Espírito Santo – Newton descobriu que as Escrituras Judaicas apresentavam Deus como uma entidade única, apenas o Pai. Ele não acreditava que o corpo humano contivesse uma alma e, como tal, a única maneira pela qual alguém poderia esperar encontrar a vida eterna era através da Ressurreição.

Cohen observa que essas ideias poderiam ter significado problemas para Newton. Ela escreve:

A negação da Santíssima Trindade e da existência da alma eterna eram consideradas heresia pela Igreja Católica e pela Igreja da Inglaterra, sob cujos auspícios Newton viveu e trabalhou. Portanto, ele sentiu-se forçado a manter seus pontos de vista em segredo, conseguindo evitar o olhar crítico da Igreja.

Newton também esteve interessado em símbolos proféticos, especificamente na “Besta”, que era vista pelas mentes do século XVII como representante do vício interno da mente humana. Newton, no entanto, acreditava que “Besta” referia-se a um corpo político ou a uma única pessoa que lidera tal organização.

Cohen explica que Newton aprendeu a ler hebraico para ajudar em seu estudo dos textos judaicos e do Templo de Jerusalém. Newton via o Templo de Jerusalém como um modelo do universo, um modelo do sistema solar heliocêntrico, com o elemento central, o altar elevado, representando o sol.

Newton elogiou os primeiros teólogos por seus esforços de fusão entre ciência e religião. Newton foi um defensor da união entre fé e ciência.

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