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Como chamar a atenção de uma criança que finge que não escuta?

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Calah Alexander - publicado em 05/08/19

Estas 3 dicas podem acalmar o nível de estresse na sua casa

Sou mãe há 14 anos (e mãe de cinco filhos). Todas as noções que eu tinha sobre a criação dos filhos quando estava grávida pela primeira vez desabaram no primeiro ou no segundo ano da maternidade.

Então, quando senti que estava começando a me encontrar novamente, veio outra criança. E eis que esta criança era completamente diferente. Tudo o que pensei ter aprendido com o meu filho mais velho foi rapidamente desaprendido quando me vi, mais uma vez, de volta à estaca zero.

E quando se trata de coisas como disciplina, admito que, embora minha filosofia seja cuidadosa e abrangente, minha execução é um pouco deficiente. Isso resultou em uma disciplina errática e reativa que mostrou-se ineficiente muitas vezes. Ou seja, um método que ensinou aos meus filhos que ouvir e obedecer nem sempre seria necessário.

Obviamente, isso é um problema. Eu tenho me esforçado para melhorar isso há anos, mas só recentemente encontrei sucesso. E isso aconteceu quando eu finalmente parei de tentar mudar minhas próprias falhas e aprendi a trabalhar com elas.

Então, se você também está tentando descobrir como fazer seus filhos te ouvirem (e o que fazer quando eles fingem não escutar), aqui estão algumas coisas simples para se pensar.

1QUAIS SÃO AS REGRAS?

Uma das minhas maiores dificuldades é a constância. Eu sempre estabeleço regras e as aplico por semanas, até mesmo meses, antes de ser arrastada por alguma época tumultuada e permitir que essas regras sejam rompidas.

Geralmente é por conveniência – se estamos com pressa, ou se alguma outra coisa tem precedência, eu me adapto deixando de lado a regra que parece de menor importância. Essa não é uma decisão horrível de se fazer ocasionalmente, afinal de contas, educar muitos filhos requer um certo grau de adaptabilidade. Mas muita adaptabilidade comunica às crianças que regras não são regras, apenas expectativas flutuantes que mudam com o vento.

Mas se isso acontecer, acaba sendo injusto para toda a família. Mina a paz e a estabilidade que ajudariam as estações da vida a serem menos tumultuadas e impede que as crianças aprendam a corresponder às expectativas e respeitar os limites.

Então, o primeiro passo que dei foi estabelecer regras claras e práticas. Escolha 2 ou 3 coisas que mais importam para sua família e comece por aí. Você sempre pode se basear nas regras, mas não pode estabelecer coisas excessivamente complicadas.

2QUAL É O SISTEMA?

A paternidade/maternidade é um redemoinho. É cheia de distrações e interrupções, o que dificulta a consistência até mesmo para a pessoa mais atenta e detalhista. Para pessoas como eu, que são extremamente adaptáveis ​​e se envolvem facilmente nas mudanças de prioridades, é crucial criar um sistema que garanta a responsabilidade de cada um. Eu escolhi escrever regras e expectativas diárias em uma lousa, para que toda a família possa ver.

A outra coisa que fiz foi incorporar as consequências nas próprias regras. Por exemplo, meus filhos têm tarefas matinais que devem ser concluídas antes que eles possam brincar fora de casa, assistir à TV ou usar eletrônicos. Se eles escolherem fazer qualquer uma dessas três coisas antes que suas tarefas matutinas estejam concluídas, elas perdem esse passatempo em particular pelo resto do dia.

Deixar escrito onde todos nós podemos ver tem funcionado muito bem para mim e para as crianças – eu não tenho de ficar lembrando o que eu disse para eles fazer, e eles não precisam constantemente pedir privilégios até que tenham conquistado o direito. Eu apenas aponto para o quadro e digo: “está escrito bem aqui”.

3ONDE ESTÁ O TEU CORAÇÃO?

Disciplinar como reação a um mau comportamento da criança, ou seja, a disciplina reativa – e particularmente se vem num momento de raiva ou frustração – não ensina nada às crianças. E ainda prejudica seu relacionamento com seu filho. Muitas vezes, os pais se sentem desapontados quando seus filhos não ouvem e quebram as regras, mas se essa decepção se manifesta como raiva, algo está errado na comunicação entre pai/mãe e filho(a).

Todos nos sentimos desapontados quando quebramos uma regra e sofremos as consequências. Essa é uma experiência humana comum e é uma coisa poderosa para se compartilhar com os filhos. Quando meu filho tem que dizer ao seu melhor amigo que ele não pode andar de bicicleta porque ele quebrou as regras, eu me sinto desapontada por ele e expresso isso a ele. Eu digo a ele como eu também estou triste por ele não poder ir com o amigo dele. Expressar empatia é muito mais poderoso do que infligir punição, pois ajuda a fortalecer seu relacionamento com seu filho, em vez de colocá-lo contra você. Eles aprendem que todos nós temos de sofrer as consequências por nossos atos, e eles são infinitamente mais rápidos e mais dispostos a mudar seu comportamento em resposta a consequências que acontecem naturalmente do que perante aquelas que eles acham injustamente impostas.

É claro que sempre haverá problemas difíceis na disciplina, especialmente quando seus filhos ficarem mais velhos. Mas estabelecer regras, estabelecer um sistema para a aplicação dessas regras e reagir com empatia junto a seus filhos pode ajudar a dar à sua família uma base sólida para lidar com o futuro.

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