Estudos tentam entender o segredo da longevidade, que, no entanto, convive com um desafio crescente: a solidão e a insustentabilidadeO Instituto Nacional de Estatísticas (Istat), da Itália, divulgou neste último julho uma série de dados que colocam aquele país como o recordista mundial no aumento do número de pessoas que ultrapassaram os 100 anos de idade ao longo dos últimos 10 anos: neste período, os centenários italianos passaram de cerca de 11 mil para 14.456 pessoas, das quais 84% são mulheres. O subgrupo de pessoas com mais de 105 anos de idade aumentou 136% no mesmo período, passando de 472 para 1.112, também com maioria feminina: 87%. Já o subgrupo dos que atingiram 110 anos de idade somou 125 pessoas entre 2009 e 2019, sendo as mulheres 93% desse total.
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A maioria dos centenários italianos vive no norte do país, sendo a Ligúria a região que concentra o maior percentual. O grupo específico dos maiores de 105 anos, porém, tem sua maioria vivendo na Lombardia. Já a pessoa mais idosa do país é uma mulher de 113 anos que vive na região da Emília-Romagna.
Muitos estudos tentam entender e explicar os fatores da longevidade. A dieta mediterrânea é um dos mais considerados, com ênfase no consumo regular de frutas e verduras, azeite extra virgem e o tradicional copo de vinho acompanhando a refeição.
Por outro lado, a vida longa na Itália convive com o aumento da solidão: com cada vez menos filhos, os italianos enfrentarão sérios desafios para sustentarem a sua população idosa.
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