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Pai testemunha: "Se não fosse por Charlie Gard, o meu filho não existiria"

Il Timone (Reprodução) / Família Gard

Reportagem local - publicado em 07/08/19

Bebê inglês assassinado pela cultura do descarte em 2017 levou casal italiano a mudar de ideia

Prestes a completar 1 ano de idade, o bebê inglês Charlie Gard partiu deste mundo em 28 de julho de 2017 após uma extraordinária luta pela vida: vítima de uma rara síndrome de esgotamento mitocondrial que o enfraquecia progressivamente, ele esteve no centro da batalha jurídica travada entre seus pais, Connie e Chris, que queriam tentar um tratamento experimental nos Estados Unidos, e o hospital Great Ormond Street, de Londres, do qual um grupo de médicos solicitou que a justiça britânica lhes permitisse desligar o suporte vital de Charlie para fazê-lo morrer. Embora a família do bebê tenha obtido suficientes donativos para bancar o tratamento nos Estados Unidos, a “justiça” britânica ordenou, em abril de 2017, que o suporte vital fosse desligado em nome “dos melhores interesses” de Charlie.




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No ano seguinte, uma batalha jurídica muito semelhante foi protagonizada por outro bebê inglês e seus pais decididos a lutar por sua vida: Alfie Evans. Até o Vaticano se prontificou a oferecer tratamento gratuito a Alfie no hospital pediátrico Bambino Gesù. Apesar da imensa mobilização mundial em defesa do direito de Alfie à vida, ele também foi assassinado por determinação da “justiça”, hipocritamente escorada na absurda justificativa de que a desconexão do suporte vital considerava “o melhor interesse” da vítima.


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Charlie, inspiração para uma família italiana

Giuseppe e Elena moram em Roma e são pais de Chiara, Paolo e Davide. O site Il Timone relatou como o caçula da família nasceu graças à inspiração que Charlie exerceu sobre seus pais.

Elena e Giuseppe assistiram juntos a um vídeo em que os pais do bebê inglês denunciavam ao mundo a postura dos médicos do Great Osmond Street Hospital que não lhes permitiam transferir o filho para um tratamento experimental no exterior porque julgavam mais adequado deixá-lo morrer – ou fazê-lo morrer, dado que desligariam os aparelhos que o ajudavam a respirar.

Conta Giuseppe:

“Quando a minha esposa me mostrou o vídeo de Connie e Chris, foi um ponto sem volta para nós. Estávamos passando por uma fase específica: a gravidez do nosso segundo filho tinha sido difícil e existia a chance de que ele nascesse com alguma deficiência grave. A vida dele não estava em discussão: nós o acolheríamos do jeito que ele viesse. Quando ele nasceu saudável, foi um grande alívio, como se uma grande cruz tivesse sido tirada de nós. A última coisa que pensávamos na época era em outra gravidez, com todos os riscos envolvidos. Além disso, tínhamos os problemas do dia-a-dia: noites sem dormir, a minha esposa tinha acabado de voltar ao trabalho, o financiamento para pagar, a escola das crianças, não tínhamos ajuda… Enfim, tudo aquilo, junto, nos fazia dizer não à abertura para a vida, mesmo que sofrêssemos por causa disso”.

Foi quando Charlie os inspirou a repensar.

“O Charlie foi um ponto de verdade para nós, como se pudéssemos ver com os nossos olhos o que poderia ter acontecido com o Paolo. O Charlie nos fez entender na prática a grandeza da dignidade da criança doente, a sacralidade da vida nas suas formas mais frágeis, a luminosidade do abandono total”.

O casal italiano rezou muito em favor da vida de Charlie. A morte do bebê inglês os tocou profundamente.

“Um dia, a Elena me disse que se sentia diferente por dentro, que tínhamos que fazer alguma coisa e que a única maneira de responder à cultura diabólica da morte era nos abrir à vida. Foi comovente reconhecer que eu sentia a mesma coisa. Pouco tempo depois, nós concebemos o Davide. Se o Charlie não tivesse existido, o nosso caçula provavelmente não teria nascido”.
Tags:
Cultura do descarteFamíliaVida
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