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Redação da Aleteia

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Sim, a amizade pode te transformar

TIRO ALLA FUNE
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Nada substitui a verdadeira amizade, que é um vínculo tão poderoso quanto inspirador

Certa vez, São Bernardo de Clairval escreveu:

É um grande apoio nesta vida ter um amigo que você ama de todo o coração (…) Nós confiamos a ele, sem hesitação, toda a intimidade de nossa alma (…) As duas almas são agora uma só ”.

Nada substitui a verdadeira amizade, que é um vínculo tão poderoso quanto inspirador, nascido de um encontro às vezes semelhante ao amor à primeira vista. Nós frequentemente “caímos em amizade” através do que poderíamos chamar de admiração mútua. É por isso que esse relacionamento é tão precioso quanto o amor romântico.

Os 3 critérios de amizade

Boa vontade, reciprocidade e convivência: estes são os três critérios de amizade descritos por Aristóteles, às vezes chamado filósofo da amizade.

Boa vontade consiste em amar a outra pessoa e desejar-lhe o melhor. É, nas palavras de Dostoiévski, “vê-lo como Deus o quer”. Esse laço de troca e comunhão é caracterizado pela reciprocidade, onde cada um dá e recebe do outro, além das diferenças de idade, status ou talentos. Sobre o tema da convivência, Aristóteles afirmou que “não é possível nos conhecermos até que tenhamos consumido uma medida de sal juntos”. Não há amizade sem compartilhar tempo abundante.

A amizade também implica liberdade, como o psicanalista Saverio Tomasella acrescenta em seu livro Ces amitiés qui nous transforment (“Essas amizades que nos transformam”). Os amigos encontram “a oportunidade de confiar um no outro, de dizer o que você sente, o que você pensa, o que você quer”. Se eles se sentem confiantes, é porque eles escolheram um ao outro livremente.

A amizade nos torna melhores

As amizades de longa data são capazes de nos mudar. Os amigos influenciam nossos gostos, nossos pensamentos e, às vezes, a própria trajetória de nossa vida. Mesmo que não evoluamos da mesma forma que eles, eles continuam sendo uma fonte de apoio, um confidente, um conforto. Nossos amigos nos conhecem bem – às vezes melhor do que nós mesmos. Acima de tudo, eles estão sempre do nosso lado. “A amizade – como manifestação de ternura, boa vontade, afeto e, portanto, amor – é o crisol de nossas mais profundas transformações. Às vezes nos transforma; outras vezes nos permite transformar a nós mesmos ”, escreve Tomasella, que destaca que, na amizade, “a sinceridade anda de mãos dadas com a confiança, e a gentileza anda de mãos dadas com respeito”.

Ter um amigo significa ter alguém que possa nos ajudar. Amigos nos ajudam a ser amigos para nós mesmos, o que nem sempre é fácil! Amigos que nos acolhem incondicionalmente, a quem não temos nada a provar, com quem podemos simplesmente ser nós mesmos, ensinam-nos a deixar-nos ser amados como somos. Isto é provavelmente o que Saint-Exupéry quis dizer em sua carta para um refém: “Meu amigo, eu preciso de você, como uma montanha onde eu possa respirar!”

Um reflexo do amor de Deus

“Não há nada melhor neste mundo do que as maravilhosas amizades que Deus desperta e que são como um reflexo da gratuidade e generosidade do seu amor.” Este pensamento de Jacques Maritain toca na essência da amizade. Somente Deus pode inspirar nossas verdadeiras amizades terrenas. Ele, o verdadeiro Amigo, pode satisfazer nossa sede de amor, ajudando-nos a encontrar amigos e acompanhando-nos em nossas amizades. A verdadeira amizade nos traz de volta ao essencial ao longo de nossas vidas. A amizade também tem suas alegrias e dificuldades: muitas vezes, a amizade continua por muito tempo numa boa, e então, de repente, surge um conflito. É semelhante a um relacionamento romântico.

A amizade nos transforma

A amizade é marcada por tentativas, que nos permitem aproximar cada vez mais a realidade mais profunda, indo além do estágio de idealização. Todo mundo tem seus limites e falhas. Amigos nos aceitam com nossas falhas e limitações. Eles estão dispostos a passar por provações conosco.

O cardeal Newman, o grande teólogo do século XIX, que, em breve, será canonizado, tinha um talento incrível para fazer amigos. Segundo ele, a arte de cultivar amizades consiste em querer que o outro se torne melhor. Olhar para a alma do outro é a condição sine qua non de uma amizade duradoura. Isto é importante não apenas para evitar um laço meramente emocional, mas também para evitar perder de vista a coisa mais importante: olhar para o nosso amigo através dos olhos de Cristo. Desta forma, a amizade serve uma grande causa, cada amigo ajudando o outro a crescer. Assim, a amizade nos transforma.

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