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O atrativo mosteiro de Claraval

Abbaye de Fontenay

© Pascal Deloche / GODONG Ref:347

Vanderlei de Lima - publicado em 14/08/19

É construída em estilo neogótico por ideia de quatro monges italianos – Pe. Pedro Agostini, Pe. Justino, Pe. Carmelo e Ir. Nivardo – que para lá vieram, no ano de 1950

Na pequena cidade de Claraval, sudoeste de Minas Gerais, está a bela Abadia de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo dos monges cistercienses, nome derivado de Cister, região francesa onde nasceu a Ordem em 1098.

É construída em estilo neogótico por ideia de quatro monges italianos – Pe. Pedro Agostini, Pe. Justino, Pe. Carmelo e Ir. Nivardo – que para lá vieram, no ano de 1950, com o único objetivo de fundar um novo mosteiro masculino da Ordem no Brasil, pois já existiam os de Itaporanga, Itatinga e São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, bem como o de Jequitibá, na Bahia.

A empreitada não foi fácil, dado que esses primeiros religiosos não falavam português e nem encontraram na região mão de obra especializada para a edificação do mosteiro. Recorreram, com ajuda de pessoas do local, então chamado de Garimpo das Canoas, a pedras brutas do próprio lugar a fim de confeccionarem os alicerces, bem como se puseram a fazer tijolos e outros elementos decorativos tanto da igreja quanto do claustro com máquinas e formas próprias conservadas ainda hoje na Abadia.

Os trabalhos prosperaram e, em 1954, Dom Pedro Agostini, O. Cist., fez a proposta para a emancipação da região do Garimpo das Canoas com o nome novo de Claraval como recordação da Abadia fundada por São Bernardo, na França, em 1115, trazendo, com isso, importantes benefícios materiais àquela população.

Hoje, o mosteiro continua a prestar grandes serviços ao Povo de Deus por meio das missas, das celebrações de casamentos (muitas pessoas de fora escolhem a bela e ampla igreja – com 50 bancos de 6 acentos cada um – para a cerimônia), dos atendimentos dos monges, da hospedaria (clássica em todos os mosteiros), da casa de retiros, com acomodação para 120 pessoas. E mais: a comunidade monástica conta também com um grupo de oblatos seculares (leigos/as que ofertam sua vida a Deus como irmãos/ãs dos monges no mundo) e se dedica, obviamente, à oração e ao trabalho, como é próprio da tradição beneditina-cisterciense.

Assim, de segunda a sábado, com rara variação de horário, os monges (sacerdotes e irmãos) se levantam às 5h e às 5h20 rezam o Ofício de Vigílias seguido do café da manhã; às 6h40 recitam Laudes (Louvores), após a qual vem a Santa Missa e o Capítulo (reunião na sala capitular para a leitura da Regra de São Bento no trecho próprio para aquele dia com um comentário), seguido dos trabalhos diários de cada um. As atividades da comunidade são feitas em sua quase totalidade pelos próprios monges que dispõem de horta, pequena granja, pasto para o gado e fabrico de licor. Também o estudo – um trabalho intelectual – é valorizado, de modo que alguns viajam, diariamente, 15 km, para cursar faculdade na vizinha cidade de Franca (SP).

Às 12 horas, os monges voltam a se reunir para a hora Sexta, depois da qual se dirigem ao refeitório, almoçam e têm um momento de recreação e descanso. A nova reunião da comunidade se dá às 14h30 no Ofício de Noa seguido de trabalhos e/ou estudos até às 17h, momento em que cada monge faz, individualmente, a Lectio Divina (leitura orante da Palavra de Deus ou de um bom livro de Espiritualidade). Às 18h, os religiosos se dirigem novamente à igreja para a oração de Vésperas e do Terço. Depois, jantam, têm nova recreação (menos às quartas e sextas-feiras, dias em que são feitas as chamadas Colações – leituras espirituais na sala do Capítulo) e rezam Completas às 20h45. Fecham o dia com o grande silêncio e o repouso noturno às 21 horas.

Aos domingos, depois das Vésperas, às 16h, com um momento de Adoração encerrado na bênção do Santíssimo Sacramento, os monges têm um tempo livre que se entende até segunda-feira à tarde a fim de adiantarem seus estudos, trabalhos, irem a uma consulta médica, odontológica ou fazerem a faxina de seu próprio quarto (cela), conjugando, assim, o aspecto religioso e humano dentro do equilíbrio proposto na Regra de São Bento.

As pessoas interessadas em conhecer melhor o mosteiro de Claraval, de rica beleza artística e grandeza espiritual, podem entrar em contato por meio do site: http://www.mosteirodeclaraval.org.br.

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