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Sinal de alerta: Japão quer começar a desenvolver “humano-animais”

humano-animais
CC
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Cientistas tentam criar embriões animais com células-tronco humanas há tempos; agora, pela primeira vez, um governo apoia a ideia abertamente

Os cientistas tentam, há muito tempo, criar os assim chamados “humano-animais”, isto é, embriões de animais com células-tronco humanas. Agora, pela primeira vez na história, um governo apoia abertamente essa tentativa: o do Japão.

De acordo com matéria publicada pela BBC Brasil no começo de agosto, experimentos anteriores em outros países, como os Estados Unidos, foram interrompidos por barreiras legais ou simplesmente porque as tentativas não deram certo. Em março deste ano, porém, o governo do Japão autorizou o cientista Hiromitsu Nakauchi, ligado tanto à Universidade de Tóquio quanto à norte-americana Stanford, a desenvolver órgãos humanos em animais a partir de células-tronco humanas.

O ministério japonês da Educação e Ciência aprovou novas regras sobre pesquisas com células-tronco, incluindo diretrizes que autorizam a criação de embriões humano-animais e o seu transplante em outros animais, de modo que, uma vez desenvolvidos, eles possam ser “retransplantados” do animal para um ser humano. Esta, em suma, é a “justificativa” da autorização: produzir órgãos humanos para transplante.

Questões éticas

Segundo a revista Nature, especialistas em bioética manifestam temores quanto ao uso de células humanas em experimentos que atinjam o cérebro em desenvolvimento do animal, o que afetaria as suas capacidades cognitivas.

Nakauchi afirma que o experimento se limita ao pâncreas e que não tentará, pelo menos no início, transplantar nenhum embrião híbrido. A proposta, segundo ele, é desenvolver embriões de camundongos híbridos durante cerca de 14 dias, período em que quase todos os órgãos do animal se formam. O mesmo será feito com ratos, a se desenvolverem durante 15 dias. Por fim, chegará a vez de aplicar o processo a porcos, etapa que precisará de até 70 dias para que os embriões híbridos se desenvolvam.

Há, no entanto, muitas ressalvas no meio científico a respeito do projeto de Nakauchi. O pesquisador Jun Wu, da Universidade do Texas, considera inútil desenvolver embriões híbridos de humanos e animais com espécies evolutivamente distantes como porcos e ovelhas, porque, no seu entendimento, “as células humanas serão eliminadas na fase inicial do experimento”.

Em paralelo a essa polêmica, um grupo de cientistas espanhóis afirmou, em julho, ter conseguido criar um híbrido de humano e macaco em um laboratório da China. O experimento ainda não foi divulgado em detalhes, mas seus resultados deverão ser publicados “em breve”.

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Com informações da BBC Brasil

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