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A surpreendente história católica dos nomes das flores

FLOWERS
Pascal Deloche | GoDong
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Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia

Já se perguntou de onde vêm os nomes caprichosos e criativos das flores? Acontece que muitos nomes de flores têm raízes católicas.

Os nomes religiosos de flores religiosas se originaram, como tantas grandes coisas, na Idade Média. Numa época em que as sociedades humanas estavam muito mais ligadas aos ciclos naturais das estações e ao calendário litúrgico, e quando lendas piedosas respondiam aos mistérios do mundo natural, as flores eram facilmente associadas a várias festas e imagens religiosas.

Algumas dessas conexões persistiram até nossos dias – azevinho e hera na época do Natal, por exemplo. Mas no medievo, o simbolismo das flores desempenhou um papel importante e útil aos fiéis. Nomes de flores chegaram a ser usados ​​como um meio de catequese.

Katrina Harrington, uma artista católica e mãe de cinco filhos, cuja arte foca no simbolismo mariano das flores, explica um pouco da história por trás da tradição.

“Vitrais nas igrejas se originaram porque as pessoas não tinham livros, e não apenas elas não tinham livros, mas não sabiam ler. Então, vitrais eram um meio de catequese para as massas”, diz Harrington.

Os nomes das flores desempenharam papel semelhante. “Os padres narravam lendas sobre flores, e os nomes das flores tornavam-se método de catequese”.

Surgiu uma conexão entre as épocas do ano, as flores e o calendário litúrgico.

As Hostas, por exemplo, eram chamadas de “Lírios da Assunção”, pois geralmente florescem em torno dessa festividade de 15 de agosto. Geralmente, as Aquilégias florescem em torno da festa da Visitação, em 31 de maio, quando Maria viajou para visitar sua prima Isabel. Sendo assim, foram chamadas de “sapatos de Nossa Senhora”.

Muitas flores receberam o nome de Maria. Narcisos eram chamados de Estrelas de Maria, as Dicentras eram Lágrimas de Maria, as Calêndulas eram o Ouro de Maria e a Gypsophila era o Véu de Nossa Senhora.

Para o homem ou a mulher da Idade Média, essas flores comuns tornaram-se rosários vivos, cobrindo a superfície da Terra. Os nomes religiosos das flores não eram apenas contos pitorescos para crianças, mas ofereciam lembranças da vida eterna e chamavam os piedosos a uma contemplação mais profunda das verdades sagradas.

As flores ainda oferecem essa oportunidade, chamando gentilmente os fiéis a voltarem suas mentes e corações para Deus.

Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia e contemplar mais profundamente Sua mensagem de amor e redenção, especialmente se você for um “jardineiro(a)” com suas próprias flores para cuidar.

Mas mesmo que você nunca tenha a chance de aprender os nomes religiosos das flores, apenas perceber a beleza da criação de Deus já é oportunidade de dar graças.

“Deus é o artista mais prolífico e está sempre tentando nos conduzir a Ele através da beleza”, diz Harrington. “Deus está nos dando essas dicas em toda parte por meio de Sua criação.”

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