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Bento XVI responde às críticas contra a sua reflexão sobre os abusos sexuais

CONSISTORY 2018
© Vatican Media
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A maioria das críticas nem sequer menciona Deus, embora a reflexão do Papa Emérito aponte justamente a perda de fé como núcleo da crise

Em abril deste ano, o Papa Emérito Bento XVI publicou suas reflexões pessoas a respeito da crise dos abusos sexuais que abalaram a Igreja nas últimas décadas. No texto, ele descrevia o impacto da revolução sexual e, em paralelo, o colapso da teologia moral na década de 1960. Bento complementava afirmando a necessidade de buscar o caminho na “obediência e amor a nosso Senhor Jesus Cristo”.

Leia também: A mídia, para variar, deturpou a crítica de Bento XVI à “revolução sexual” de 1968

Críticas retumbantes proliferaram então contra o texto do Papa Emérito, especialmente em seu país natal, a Alemanha.

Foi a essas críticas que Bento respondeu nesta semana, após avaliá-las com tempo adequado.

Ele considera que grande parte dessas reações à sua reflexão acaba confirmando a própria tese central do seu escrito: que o núcleo da crise é composto, realmente, por apostasia e afastamento da fé – tanto é que a maioria das críticas nem sequer menciona Deus.

Falando de um “déficit geral” nessas reações, que, em grande medida, nem entenderam o que ele escreveu, Bento cita como exemplo a crítica feita por um professor alemão de história, em cujas quatro páginas “a palavra de Deus não aparece“.

Esse tipo de crítica, ressaltou o Papa Emérito, só demonstram “a gravidade da situação: a palavra Deus muitas vezes parece estar marginalizada até mesmo na teologia“.

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