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Igreja e ciência: uma impressionante parceria de excelência que existe há séculos

GEORGES LEMAITRE
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Falsamente acusada de irracional, a Igreja Católica produziu abundância de gênios da ciência – muitos deles, sacerdotes

Em março de 2017, o jornal The Washington Post noticiou, em tom de surpresa, uma decisão tomada por um jovem neurocientista da Universidade norte-americana de Yale: abandonar a carreira acadêmica para abraçar o sacerdócio católico.

Tal decisão não foi um caso isolado: entre os jovens que entram nos seminários dos EUA, muitos têm formação acadêmica científica. Segundo o promotor vocacional Ken Watts, entrevistado pelo mesmo jornal, esses jovens não apresentam dificuldades em harmonizar a formação acadêmica e o sacerdócio: pelo contrário, apenas confirmam a sua complementaridade, já testemunhada pela abundância de gênios da ciência que a Igreja produziu ao longo dos séculos.

Entre os mais conhecidos estão Copérnico, o agostiniano astrônomo que defendeu o heliocentrismo contra a teoria geocêntrica; o beato Nicolau Steno, grande paleontólogo que é considerado o fundador da geologia moderna; Gregor Mendel, agostiniano reconhecido como o pai da genética; Roger Bacon, franciscano que assentou as bases da ciência moderna com o método empírico; Georges Lemaître, sacerdote e criador da teoria do Big Bang; o padre brasileiro Roberto Landell de Moura, que muitos apontam como o inventor do rádio.

Outros sacerdotes cientistas estão listados no seguinte artigo:

E hoje?

A parceria entre Igreja e ciência não é coisa do passado.

O Vaticano mantém hoje em dia, por exemplo, um moderníssimo observatório astronômico dirigido por padres jesuítas.

A Pontifícia Academia de Ciências, também no Vaticano, reúne mais de 70 cientistas ganhadores do Prêmio Nobel em diversas áreas do conhecimento.

No Brasil, o pe. Anibal Gil Lopes, da arquidiocese de São Paulo, é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina, tendo vários trabalhos publicados na área médica.

Mesmo o conceito de milagre, que supostamente é “anticientífico”, se alicerça em rígidos e metódicos estudos da ciência para poder ser apresentado como tal na Igreja católica:

Para aprofundar

Não deixe de salvar o seguinte índice de artigos a serem lidos pouco a pouco:

 

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