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Ela é cadeirante e ele é cego – mas os dois, juntos, escalam montanhas!

HIKING BUDDIES
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E o próximo objetivo deles é escalar uma montanha de mais de 4 mil metros

Melanie Knecht e Trevor Hahn são amigos de caminhadas, ambos do Colorado, EUA. Mas eles não são uma dupla convencional de caminhadas.

Melanie tem 29 anos e nasceu com espinha bífida. Trevor tem 42 anos e há cinco perdeu a visão por causa do glaucoma. Melanie usa uma cadeira de rodas, então, no passado, era difícil fazer qualquer atividade na natureza.

Ela chegou a viajar à Ilha de Páscoa, onde um amigo a ajudava a se locomover com uma carretinha adaptada. E Trevor, mesmo depois de perder a visão, continuou a fazer suas caminhadas, mas precisava da ajuda de colegas de equipe para guiá-lo.

Melanie e Trevor se conheceram no ano passado, num curso de exercícios adaptados, e logo se tornaram amigos.

A paixão em comum pela natureza e pelas atividades ao ar livre os inspirou a formarem uma dupla e a se lançarem às aventuras de caminhar juntos pelas montanhas. “Para nós, foi natural começarmos a fazer isso juntos”, disse Melanie à repórter Kathryn Miles, em matéria para o Outside.

“Ele é as pernas e eu sou os olhos!”

Melanie “anda” graças a um equipamento feito sob medida, semelhante a uma mochila, que permite que Trevor a carregue. Ao mesmo tempo, ela é para ele uma ótima guia, divertida e preparada: consegue descrever muito bem o terreno e as paisagens por onde eles passam.

“Ele é as pernas; eu, os olhos – e essa é a mágica: nós somos a dupla dos sonhos!”, disse Melanie a Faith Bernstein, do Good Morning America. Melanie diz que adora a sensação de liberdade ao deixar de lado a sua cadeira de rodas.

Responsabilidade compartilhada

Eles acham sua parceria muito mais prática do que precisar da ajuda de outros amigos, porque “nós dois temos a mesma responsabilidade: se um de nós cai, o outro cai. Isso muda toda a dinâmica: em vez de você se sentir um fardo, você passa a ser essencial para a experiência que outra pessoa está tendo ao ar livre”, disse Trevor ao The Trust for Public Land. “O fato de estarmos ajudando um ao outro diminui a pressão”, acrescentou Melanie.

“Foi ótimo compartilhar a nossa história com as pessoas e eu espero que isso incentive mais gente a tentar fazer o que nós estamos fazendo. Isso mostra que, juntos, nós somos mais fortes mesmo”, continuou Melanie. Ela e Trevor compartilham suas experiências no Instagram e no Facebook e vêm dando entrevistas a vários meios de comunicação.

Foco nas realizações

Os dois disseram ao Outside que não gostam de ser chamados de “inspiradores”. Trevor declarou ao repórter: “Eu sempre odiei quando andava de snowboard e alguém gritava alguma coisa para me dizer que eu era inspirador. Às vezes soa humilhante. Você não diria isso para alguém que enxerga só porque ele está andando de snowboard”. Melanie compartilha o mesmo sentimento e prefere que o foco vá para as suas “realizações” e não para o fato de ser “a mulher da cadeira de rodas”.

Em vez de “inspiradores”, poderíamos chamá-los, quem sabe, de “exemplares”. Afinal, todos nós somos mais fortes em alguns aspectos e mais fracos em outros. Não existe homem ou mulher que não precise de outras pessoas cujos pontos fortes e fracos complementem os deles.

Melanie e Trevor nos comprovam que “somos mais fortes juntos” – e esta é uma lição que não tem nada a ver com deficiências, mas com a condição humana.

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