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Ela não pode andar e ele não pode ver, mas juntos eles escalam montanhas

HIKING BUDDIES
hiking_with_sight | Instagram | Fair Use
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Seu próximo objetivo é escalar uma montanha com mais de 4.000 metros

Melanie Knecht e Trevor Hahn são amigos de caminhada, ambos do Colorado (EUA). No entanto, eles não são uma equipe de caminhada convencional.

Knecht tem 29 anos e nasceu com espinha bífida; Hahn tem 42 anos e há cinco anos perdeu a visão devido ao glaucoma. Knecht usa uma cadeira de rodas, então, no passado, era difícil fazer qualquer atividade na natureza.

Ela chegou a ir até a Ilha de Páscoa, onde um amigo a carregou usando uma carretinha adaptada. Por sua parte, desde que perdeu a visão, Trevor continuou a fazer suas caminhadas, mas precisava do apoio de colegas de equipe para guiá-lo.

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Hiking at The Grand Teton National Park was both challenging and rewarding, and definitely our biggest feat yet.💪🏼 Honestly though, the hike wasn’t as difficult as the hoards of people we had to navigate around. We go a lot slower than most, and have to tread very carefully around obstacles on the trail, so we will pull off the trail to let other people pass us, which makes us go even slower. Since so many folks that visit our national parks aren’t “experienced” hikers, there seems to be an absence of hiking etiquette on the trail. Share your top hiking dos and don’ts with us!⛰🥾👀 ••• (image description: Trevor and Melanie smiling in front of Jenny Lake, surrounded by pine trees, with the snow capped Tetons in the background)

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Knecht e Hahnmet se conheceram no ano passado, em um curso de exercícios adaptados, e logo se tornaram amigos.

A paixão compartilhada pela natureza e as atividades ao ar livre os inspirou a formar uma equipe e empreender a aventura de caminhar juntos nas montanhas. “Para nós, nos unirmos para fazer isso pareceu algo natural”, disse Melanie à repórter Kathryn Miles, em um artigo no Outside.

“Ele é as pernas e eu sou os olhos!”

Knecht “anda” graças a um equipamento feito sob medida semelhante a uma mochila, que permite que Hahn a carregue. Knecht, por sua vez, é uma ótima guia, divertida e preparada, capaz de descrever o terreno sob os pés e as paisagens que eles atravessam.

“Ele é as pernas; eu, os olhos – e então acontece a mágica: somos o time dos sonhos”, disse Knecht a Faith Bernstein, do Good Morning America. Knecht diz que ama a sensação de liberdade, quando pode deixar sua cadeira de rodas para trás.

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Every single hike is a training experience, regardless of difficulty level, length of the hike, or familiarity! We celebrated the Summer Solstice on Friday with a local hike up Horsetooth Rock. We didn’t make it all the way to the top, due to lots of rain and muddy/slippery trail conditions. Although we didn’t necessarily enjoy being soggy and cold, working through as many weather conditions as possible will give us more confidence next time, so we still count that a “win”! It was also a good reminder that you can never be too prepared!! Anyone else do some hiking this first weekend of summer?🌞 Happy Trails!⛰🥾👀 ••• Photo by: @dannywarley ••• (Image description: Trevor and Melanie in My Freeloader standing in front of a massive boulder surrounded by greenery, with ominous skies overhead, and Horsetooth Reservoir in the background)

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Responsabilidade compartilhada

Eles acham sua colaboração mais confortável do que contar com a ajuda de outros amigos, porque “nós dois temos a mesma responsabilidade: se um de nós cai, o outro cai. Isso muda toda a dinâmica de se sentir um fardo, para ser essencial para a experiência de outra pessoa ao ar livre”, disse Hahn ao The Trust for Public Land. “O fato de estarmos ajudando um ao outro diminui a pressão”, acrescentou Knecht.

“Foi ótimo compartilhar nossa história com as pessoas, e espero que isso incentive outros a tentar o que estamos fazendo. Isso mostra que juntos somos realmente mais fortes”, continuou Knecht. Ela e Hahn compartilham suas experiências no Instagram e no Facebook e concederam entrevistas a muitos meios de comunicação.

Foco nas realizações

Ao mesmo tempo, disseram ao Outside, não gostam de ser chamados de “inspiradores”. Hahn disse ao repórter: “Eu sempre odiei quando andava de snowboard e alguém gritava algo para me dizer que eu era inspiradora. Pode parecer humilhante. Você nunca diria isso a alguém comum.” Knecht compartilha esse sentimento, querendo que o foco esteja em suas “realizações”, e não em ela ser “a mulher na cadeira de rodas”.

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✨GIVEAWAY✨ In ONLY 10 DAYS we are joining @arcteryxdenver and @theladyalliance at the Women's Empowerment Tour – Denver Edition for an evening of inspiration! We are one of 5 incredible speakers sharing stories of grit, determination, overcoming obstacles, facing fears, and self-love. We have a couple extra tickets, so we are hosting a giveaway! WIN A FREE TICKET by ✅liking this post, and ✅tagging someone local who would love this event! Tag as many people as you would like for more entries! Winner will be notified by Instagram message at 2 pm June 25! Happy Trails!🏔🥾👀 (Image description: Trevor and Melanie with Melanie’s black lab service dog, smiling on a winding trail surrounded by pine trees)

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Quem sabe, ao invés de “inspiradores”, possamos chamá-los de “exemplares”. Afinal, todos nós somos mais fortes em alguns aspectos e mais fracos em outros. Não existe homem ou mulher que não precise de outras pessoas cujos pontos fortes e fracos complementem os seus. Knecht e Hahn nos mostram que “somos mais fortes juntos” e essa é uma lição que não tem nada a ver com deficiência: tem a ver com a condição humana.

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