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Como resgatar seu poder de pai e mãe quando se trata de tecnologia e filhos

PARENT CHILD

Photographee.eu I Shutterstock

Jim Schroeder - publicado em 06/09/19

Como psicólogo para crianças e pais, convido você a participar desse importante movimento

Outra noite, eu estava conversando com um grupo local sobre juventude e tecnologia, um tema que considero fundamental para as famílias de hoje.

Mencionei como eu lamentava o fato de muitos pais reconheceram que muitas de suas decisões em torno da tecnologia se baseavam não no que eles consideravam melhor para seus filhos, mas nas tendências atuais. Ou seja, eles estavam perdendo o controle sobre a situação.

Enquanto continuávamos essa discussão, incentivei os pais e mães sentados à minha frente (cerca de 20 pessoas) a considerar que mesmo um grupo pequeno assim teria uma oportunidade incrível de mudar as práticas em casa e também na comunidade.

O que é necessário é coragem e vontade de liderar um movimento para criar um senso de solidariedade e segurança para aqueles que desejam escolhas semelhantes.

A realidade é que nenhum de nós, pais, queremos ficar sozinhos ao tomar decisões contraculturais que podem deixar nossos filhos como o “patinho feio” à medida que crescem, especialmente na adolescência.

Mas somando as forças de algumas famílias e oferecendo o apoio necessário, os pais se sentem mais confiantes para tomar decisões que eles sabem ser as melhores para a saúde física, psicológica, social e espiritual de seus filhos.

Como eu disse ao grupo, isso acima de tudo é minha prioridade como psicólogo. Pois a última coisa que quero que meus filhos adultos me questionem é por que eu não os protegi dos danos óbvios relacionados à tecnologia quando eram mais jovens.

Em nossa própria casa, já vemos isso funcionar, pois nós e outras pessoas próximas a nós cultivamos cada vez mais um grupo que reconhece o quão difícil é lidar com o uso da tecnologia e mídias pelos filhos.

Apesar de cerca de 85-90% das crianças de todo o país terem seus próprios a dispositivos conectados à internet, nossos alunos da 8ª série (e as outras seis crianças abaixo deles) não possuem celulares. E não temos planos de dar um celular para eles enquanto estiverem vivendo em nossa casa.

Não temos consoles de jogos, apenas uma TV em casa (na sala), ninguém (inclusive os pais) estão nas redes sociais, e os dois computadores ficam à vista de todos (nunca nos quartos).

Com a chegada do ensino médio, é provável que as reclamações deles com as restrições voltem à tona. Mas por enquanto nossos filhos entendem (mesmo que discordem) que as decisões que estamos tomando são verdadeiramente por amor e carinho por quem eles são como pessoas. E, como contei ao grupo, fui abençoado por ter pais que me ensinaram que é preciso ajudar os filhos a entender as verdadeiras razões de uma tomada de decisão. E o resto vem por si.

Nesse contexto, nossos filhos se envolvem ativamente no esporte, têm vários amigos que entram e saem da nossa casa e se envolvem em todo tipo de atividades extracurriculares e compromissos sociais.

O que chegamos a perceber é que, embora as famílias com as quais nos cercamos não tomem exatamente as mesmas decisões que tomamos com o uso de celular/mídia/tecnologia, elas nos respeitam pela nossa atitude e acabam criar mais critério em sua própria casa.

Também somos abençoados por estar em um ambiente escolar que respeita amplamente essas decisões e trabalha para utilizar a tecnologia de maneira estratégica, e não imersiva, na sala de aula.

Nada é perfeito e tudo continua sendo um “trabalho em andamento”, mas a cada ano que passa, estou ainda mais convencido de que nós, como pais, podemos adotar uma postura contracultural (ou seja, saudável e responsável) em relação ao uso da tecnologia por nossos filhos, se e somente se, nos apoiarmos. E por que não? Francamente, devemos nos importar menos em seguir as tendências e modas, a menos que elas sejam positivas para ​​a saúde e o bem-estar dos nossos filhos.

Para encerrar, parte do objetivo de escrever este artigo é pedir um favor. Você ajudaria a fazer parte de um movimento que prioriza o que é mais importante para esta geração e para as próximas? Em vez de considerar o que você pode ter medo de perder (para você e seus filhos), talvez considere primeiro o que você e seus filhos podem ganhar. Se esta mensagem ressoar com você, considere fazer parte desse movimento.

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