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Por que Madre Teresa não queria que todos fossem exatamente como ela

ROSLAN RAHMAN / AFP
"É melhor você errar na bondade do que fazer milagres com falta de bondade. Muitas vezes, uma só palavra, um olhar, um gesto rápido, e as trevas enchem o coração da pessoa que amamos"
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Ela incentivava as pessoas a “encontrar sua própria Calcutá”

Tornou-se um clichê da cultura ocidental dizer: “Não sou Madre Teresa!”. A expressão é, geralmente, dita em resposta a algum ato extraordinário de caridade, expressando a crença de uma pessoa de que nunca conseguiria fazer uma coisa dessas.

Curiosamente, Santa Teresa de Calcutá concordaria completamente com essa afirmação, não querendo que as pessoas fossem exatamente como ela, mas que cumprissem a vontade única de Deus em suas vidas.

Suas crenças são mais bem expressas nesta citação: “O que eu posso fazer, você não pode. O que você pode fazer, eu não posso. Mas juntos podemos fazer algo bonito para Deus”. Esse pensamento transmite a ideia de que cada pessoa tem um lugar único neste mundo e que poucas pessoas devem vender todas as suas coisas e se mudar para Calcutá para ajudar os pobres. De fato, Madre Teresa desaconselharia um êxodo em massa do mundo.

Em vez disso, Madre Teresa incentivava as pessoas a “encontrar sua própria Calcutá”, dizendo:

“Fique onde está. Encontre a sua própria Calcutá. Encontre os doentes, os sofredores e os solitários, exatamente onde você está – em suas próprias casas e em suas próprias famílias, em suas casas, em seus locais de trabalho e em suas escolas. Você pode encontrar Calcutá em todo o mundo, se tiver olhos para ver. Em todos os lugares, aonde quer que você vá, você encontra pessoas indesejadas, não amadas, sem cuidados, apenas rejeitadas pela sociedade – completamente esquecidas, completamente abandonadas”. 

Esse conceito não nos impede de ajudar os pobres, mas nos desafia a examinar a nós mesmos e nosso lugar neste mundo. Cada um de nós tem dons e talentos únicos que devem ser usados ​​para o benefício da comunidade. Podemos não ser chamados para cuidar diariamente das feridas dos doentes e dos sem-teto, mas somos chamados a exercer a caridade cristã em várias outras situações.

Então, se você sente que nunca poderia ser uma “Madre Teresa”, isso é uma coisa boa! Pouquíssimas pessoas são chamadas para uma vocação única. No entanto, somos chamados a “encontrar nossa própria Calcutá” e discernir como podemos ajudar os pobres e sofredores. Nós podemos fazer coisas que ninguém mais pode. Até Madre Teresa não podia fazer algumas das coisas que nós conseguimos.

Todos são únicos e, quando trabalhamos juntos para construir um mundo melhor, “podemos fazer algo bonito para Deus”.

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