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Solidão e autoconhecimento

SAMOTNA KOBIETA
Aricka Lewis/Unsplash | CC0
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Há momentos em nossas vidas em que temos que buscar a cura e a paz que só podem vir da solidão

Ao assistir ao filme “Comer, rezar e amar”, pude me deparar com uma mulher como eu (e como você). Uma mulher que ansiava e que precisava buscar o seu prórpio autoconhecimento. 

No filme, a personagem principal, Liz, se via exausta de si mesma, de sua vida e de seus relacionamentos desastrosos. Depois, Liz toma coragem e embarca em uma viagem de um ano à Itália, Índia e a Bali. 

Na Ítalia, Liz descobriu seu apetite, além de ter se deliciado com as belas paisagens, as quais nunca imaginou ver. Sem medo de calorias, Liz descobriu o quanto vale experimentar uma boa comida e estar bem consigo mesma, descobriu que isso já era o bastante. 

Na Índia, Liz aprendeu a rezar, a meditar, onde finalmente se descobre, perdoando seus erros e suas atitudes que considerava erradas. Em Bali, Liz aprendeu tudo sobre o equilíbrio e o amor a si mesma. Contudo, para que aprendesse tantas coisas, ela precisou ter coragem diante do novo, do autoconhecimento e de tudo que poderia vir com ele. Liz precisou querer e se permitir, vivenciar uma solidão de que todas nós fugimos. A solidão de ser e de estar só.

A jornada de Liz nos ensina uma grande lição, segundo a qual a disposição e a coragem para vivenciar o inesperado é justamente o caminho que nos levará ao autoconhecimento e à cura que tanto buscamos. É de extrema importância que nos todas nós nos permitamos, em alguns momentos da vida, ser e estar só. 

A solidão é mestra, e inclusive, é a única possibilidade de proporcionar a nós mesmas, de forma grandiosa, o autoconhecimento. 

Só nos conhecemos verdadeiramente, quando a única coisa que sobra ao nosso redor e dentro de nós, somos nós mesmas. E quando falo em nós mesmas, me refiro a dores, alegrias, frustrações, esperanças e desesperanças que fazem parte da nossa história. É preciso tornar nossa história muitas vezes insuportável, suportável e bonita. 

 É preciso realizarmos essa jornada ousada e corajosa em busca de nossa própria alma – muitas vezes sozinhas – assim como Liz o fez. Só durante o caminhar desta jornada sofreremos a tranformação que tanto buscamos.

Liz, tinha razão ao escutar o conselho de um velho sábio: “Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a (re)conhecer a solidão. Acostume-se a ela, talvez pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana”.

Diga sempre a si mesma: Melhor viver o meu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição. Então apartir de agora começarei a viver a minha própria vida de forma corajosa. Por mais imperfeita e atabalhoada que ela possa parecer, ela combina comigo, de alto a abaixo.

 

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