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“Vocação não é fruto de esforço pastoral: vocação é mistério que só Deus conhece”

via Pe. Gabriel Vila Verde / Facebook (Reprodução)
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Pe. Gabriel Vila Verde: "Crise vocacional - verdade ou mito?"

O Pe. Gabriel Vila Verde compartilhou em sua página no Facebook a seguinte reflexão sobre vocação e o que se costuma chamar de “crise vocacional”:

CRISE VOCACIONAL. VERDADE OU MITO?

Quando se fala em vocação, a primeira coisa que devemos entender é esta. Deus chama! Vocação não é fruto de um esforço pastoral, não é resultado de uma feira vocacional ou de uma conferência sobre o tema. Vocação é mistério. Mistério que só Deus conhece.

Existem várias formas que Deus usa ao chamar alguém para a missão. A forma extraordinária, que se dá através de visões ou revelações, e também a forma ordinária (e mais comum), quando Deus chama no cotidiano da pessoa, em momentos simples, sem nenhum sinal miraculoso. As vezes é uma pergunta que alguém faz, tipo: “você já pensou em ser padre?… você já pensou em se consagrar a Deus?”, etc.

A forma extraordinária é raríssima, e só se dá em vocações específicas, como os profetas do Antigo Testamento, a própria Virgem Maria, alguns santos e beatos da Igreja. Por isso, é totalmente desnecessário ficar aguardando uma revelação mística para saber se alguém tem vocação ou não. O correto é perceber os sinais de Deus no dia a dia, pois Ele fala ao nosso coração de forma profunda. O problema é que andamos tão cheios de coisas inúteis, e tão preocupados com coisas passageiras , que não percebemos o agir do Senhor.

Existem muitas congregações e dioceses com escassez de vocação. Chega a se falar em “crise vocacional”. Como afirmou, certa vez, Dom Henrique Soares da Costa, não existe crise vocacional, porque vocação é um chamado do Senhor. Se eu digo que é uma crise, estou dizendo que Jesus parou de chamar, e isso Ele nunca deixará de fazer. Cristo sempre chama. Nós que, muitas vezes, não correspondemos, ou correspondemos de maneira equivocada.

Porém, o Senhor nos ensinou o segredo para as vocações. Chama-se ORAÇÃO. Ele mesmo disse no Evangelho: “Pedi ao Dono da Messe que envie operários”. Ou seja, rezem! Peçam ao Pai que Ele mandará os trabalhadores. Na verdade, caros irmãos, o que a Igreja vive não é uma crise vocacional, mas uma CRISE DE FÉ.

São tantos esforços que são feitos para atrair os jovens à vida consagrada… palestras, conferências, seminários, simpósios, eventos mil… mas poucos são aqueles que colocam o joelho diante do Santíssimo Sacramento, e pedem a Ele que mande vocações. Toda vocação é fruto da oração de alguém, e somente da oração.

Outra coisa que precisamos estar atentos: tal diocese ou tal congregação não tem vocações por quê? Talvez, porque não se apresenta o verdadeiro sentido da consagração a Deus. Hoje o sacerdócio é visto como uma profissão. Um homem que precisa trabalhar para movimentar o dízimo da paróquia, construir salas, etc. Sim, tudo isso é importante, mas não foi pra isso que Jesus os chamou. Chamou para ser canais de salvação na vida das pessoas. Chamou para ministrar os sacramentos, para estar em silenciosa adoração junto ao Sacrário, para socorrer os enfermos e dar o perdão na hora da morte, enfim. O padre não é um líder sindical, não é um mero administrador de patrimônios. Ele é um homem de Deus, ordenado para as coisas de Deus. Seria muito alto o preço do celibato, se o objetivo não fosse transcendente.

Onde há falta de consagrados, tenhamos a certeza de que a beleza da consagração foi ofuscada. Não há desculpas. A Igreja viveu tempos mais difíceis, e nunca deixou de ter consagrados. Pelo contrário, tinha tantos que enviava em Missão no meio dos índios, dos canibais e de outros povos. Qual era o segredo? A busca pela salvação das almas. Isso mesmo, salvação das almas. Você ouve falar disso por aí?

Que o Senhor ilumine sua Igreja, e que muitos jovens digam sim ao chamado do Senhor.

(Na foto, 162 padres e 171 religiosas, filhos de uma pequena vila italiana, onde um grupo de mães se reunia para adorar o Santíssimo e comungar na intenção das vocações).

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