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Como a raiva descontrolada pode abrir as portas ao diabo

ANGRY FIRST
Shutterstock
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Entenda por que o nosso descontrole é um prato cheio para o maligno

A raiva não é um sentimento cem por cento ruim. O desejo de justiça é louvável, e nossos sentimentos de raiva às vezes podem alimentar nossos esforços para proteger nossa família ou os mais vulneráveis ​​da sociedade.

No entanto, quando a raiva excede os limites, ela pode nos deixar vulneráveis ​​ao diabo – e, possivelmente, até à possessão demoníaca.

São Paulo nos adverte claramente em sua carta aos Efésios: “”Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio” (Efésios 4, 26-27).

Vemos nesta passagem que a raiva não é inicialmente um sentimento ruim, mas pode se tornar pecaminosa se a deixarmos sem controle. A chave está em nossas intenções e no que queremos fazer com essa raiva.

O Catecismo da Igreja Católica (2302 e 2303) explica o lado sombrio da raiva:

“Evocando o preceito «Não matarás» (Mt 5, 21), nosso Senhor pede a paz do coração e denuncia a imoralidade da cólera assassina e do ódio:  A ira é um desejo de vingança. «Desejar a vingança, para mal daquele que deve ser castigado, é ilícito»; mas impor uma reparação «para correcção do vício e para conservar o bem da justiça», isso é louvável (66). Se a ira for até ao desejo deliberado de matar o próximo ou de o ferir gravemente, ofende de modo grave a caridade, e é pecado mortal. O Senhor diz: «Quem se irar contra o seu irmão, será sujeito a julgamento» (Mt 5, 22). O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave. «Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus…» (Mt 5, 44-45).

Quando permitimos que esse tipo de raiva transborde dentro de nós, o diabo recebe um “aviso”. É seu desejo alimentar a chama da nossa raiva e nos convencer de que a única maneira de saciar esse desejo é infligir danos a outra pessoa.

Isso pode assumir a forma de violência física ou de práticas ocultas para colocar maldições nos inimigos de uma pessoa. É por isso que a raiva pecaminosa pode levar à possessão demoníaca. É o primeiro passo em um caminho escuro e difícil de voltar. De qualquer forma, começa com sentimentos de raiva que não são equilibrados com a misericórdia de Deus.

Por mais que desejemos causar dano a alguém que tenha sido injusto de alguma forma, Jesus nos desafia a: “Ame seus inimigos e ore por aqueles que o perseguem” (Mateus 5,44).

A raiva não deve ter a última palavra no final do dia. Quanto mais ela fere em nosso coração, maior a probabilidade de agirmos com raiva e magoar outras pessoas. Siga o conselho de São Paulo: “não deixe que o sol se ponha sobre a sua raiva”. Deixe a raiva desdenhá-lo em direção à justiça, mas não deixe que ela o domine.

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