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Como ser o tipo de pai e mãe que seu filho precisa nas arquibancadas

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Shutterstock/Fotokostic

Calah Alexander - publicado em 09/09/19

A tendência popular de pais dando orientações à margem do campo pode ter efeitos adversos - aqui está uma maneira de corrigir isso

Em nossa casa, a temporada de esportes está a todo vapor. Sienna, minha filha do oitavo ano, treina vôlei. Charlotte, minha filha do quinto ano, juntou-se agora a esse mesmo esporte. Enquanto elas se esforçam na quadra para jogar, eu me esforço na arquibancada para ficar em silêncio. 

Ok, não totalmente em silêncio. Eu torço e grito palavras de encorajamento à equipe como um todo. Fora isso, eu mantenho minha boca fechada.

Se seus filhos praticam esportes, você sabe que isso me coloca no grupo minoritário de pais e mães. Na maioria dos jogos de vôlei, futebol e basquete, surgem gritos com orientações dos pais vindo das arquibancadas.

Quanto mais esportes meus filhos participam, mais forte fica a convicção de que é preciso deixar os treinadores fazerem seu trabalho. Mas, além disso, comecei a tomar consciência da pressão que esse tipo de comportamento dos pais causa nas crianças.

A definição do que faz um bom pai pode diferir muito de um grupo para outro. Muitas vezes, difere bastante de pai para pai no mesmo grupo. Mas quando se trata de esportes, parece haver um consenso: bons pais também deveriam ser bons treinadores, entendendo do esporte e de seus filhos o suficiente para solucionar todos os problemas. Alto lá.

Meu filho de 9 anos, Liam, joga futebol, e eu adoro vê-lo jogar. Ele não é muito bom e claramente não tem uma compreensão sólida do jogo, mas ele corre com aquele sorriso feliz estampado no rosto. Ele adora jogar futebol.

Não sei nada sobre futebol. Mas parece que todos os pais e mães ao meu lado sabem. E não importa o que está em campo, quando as crianças escutam os pais, perdem imediatamente o foco.

Nossos filhos estão sintonizados conosco. Eles querem nos agradar e nos orgulhar. Eles não querem nos decepcionar. A força do vínculo entre pais e filhos é tão forte que pode tirar uma criança do intenso estado de foco que os esportes coletivos promovem. Pode distraí-las em um momento crítico.

Quando vejo minha filha se envolver em um jogo intenso, ou meu filho correr pelo campo com um sorriso bobo, sei que meu silêncio vale a pena. Isso acaba sendo um presente para os meus filhos. Estou oferecendo a eles o dom de ouvir apenas um treinador, de ter apenas uma voz para focar e apenas uma instrução por vez para aplicar. Estou oferecendo a eles a experiência de jogar o jogo por si só, não através da minha mediação.

Então, caros pais e mães, eu os encorajo a fazer o mesmo. Pode parecer estranho no começo, especialmente se você sempre foi uma mãe ou pai com experiência em esportes. Mas tente. Por apenas um jogo, resista à tentação de dar instruções da arquibancada. Resista à tentação de se juntar aos outros pais, por hábito ou por pressão dos colegas.

Apenas assista. Observe seu filho, observe as outras crianças – depois, pergunte a seu filho se ele notou alguma diferença no seu comportamento. Pergunte o que ele achou de você não ter ficado dando ordens. Não sei qual será a resposta, mas sei que meus filhos apreciam que eu seja a mãe e que o treinador seja o treinador de verdade. Porque é assim que deve ser.

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