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Cardeal alemão deixa claro: mulheres não podem ser sacerdotes na Igreja Católica

Cardeal Rainer Maria Kardinal Woelki
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“A Igreja não é um autoatendimento onde cada um pega o que prefere”

Ao presidir à Santa Missa na festa da Natividade da Virgem Maria, celebrada neste último domingo, 8 de setembro, o cardeal Reiner Maria Woelki, arcebispo de Colônia, na Alemanha, voltou a reiterar que, na Igreja Católica, as mulheres não podem receber o sacramento do sacerdócio, conforme já foi explicitado em 1994 pelo Papa São João Paulo II e reforçado enfaticamente pelo Papa Francisco em diversas ocasiões – uma das quais em 2016, a bordo do avião que o levava da Suécia para Roma, quando o Santo Padre reforçou:

“Sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra é clara: foi dada por São João Paulo II e permanece em pé”.

O que o cardeal Woelki afirmou:

“Foi-nos confiado algo que temos que preservar. Isto se aplica de maneira especial aos sacramentos, em particular à Sagrada Eucaristia. Além disso, o sacerdócio não foi inventado pelos seres humanos: ele decorre do mandato do Senhor. Se levamos isto a sério, fica bem claro que é por isso que a questão do sacerdócio das mulheres não é um assunto sob o nosso poder. Em 1994, o Papa João Paulo II já definiu o tema de maneira vinculante para toda a Igreja e o Papa Francisco respeita esta decisão de seu predecessor, algo que recordou em repetidas ocasiões”.

O que São João Paulo II escreveu:

Na carta apostólica “Ordinatio Sacerdotalis“, o Papa polonês destacou:

“A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão que Cristo confiou aos seus Apóstolos de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi, na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens. Para que seja excluída qualquer dúvida neste assunto de máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos, declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.

Mais claro, impossível.

Insistência de algumas correntes ideológicas

Volta e meia voltam à tona debates acalorados sobre temas complexos como o celibato sacerdotal, a comunhão para pessoas divorciadas e a doutrina moral católica sobre a sexualidade humana. Não faltam, nesses contextos, comentários de líderes católicos sobre a suposta possibilidade de se ordenarem sacerdotisas, o que tem sido particularmente frequente na Alemanha. Segundo o arcebispo de Colônia, aliás, a Igreja naquele país

“…se tornou uma entidade puramente sociológica, que, na mesma linha do gênero, tem que se adaptar à corrente política e social (…) Negocia-se sobre a fé e a doutrina da Igreja como os políticos e depois se determinam ‘democraticamente’ as decisões da maioria para conseguir uma suposta reforma da Igreja. Por trás disso, o que se oculta é nada mais que uma adaptação ao pensamento do mundo. Isto é possível? Como a Igreja poderia atender as expectativas e aspirações diversas e muitas vezes contraditórias das pessoas de hoje? Teria que se render! Teria que se rebaixar e virar um supermercado, um autoatendimento onde cada um pega o que prefere. Mas isso tornaria a Igreja infiel a si mesma. Ela perderia a sua identidade e se dissolveria, porque a Igreja não é feita pelo homem: é feita por Cristo e isto quer dizer que não podemos dispor de tudo o que queremos ou decidir a fé por maioria”.

O exemplo de Maria (que, diga-se de passagem, nunca foi ordenada)

O cardeal Woelki destacou Nossa Senhora como exemplo a ser seguido:

“Ela nos mostra o que realmente importa na vida da Igreja: não precisamos nos entregar ao que uma sociedade secularizada pretende para nós para encontrarmos, como cristãos, compreensão e aceitação nela. Deus já fez isso e nos redimiu como filhas e filhos. Hoje, mais do que nunca, a exemplo de Maria, temos que nos abrir à graça de Deus e permitir a obra do Seu Espírito. Hoje Ele quer trabalhar em nós como fez em Maria no seu momento. Deus abre as portas e nos envia ao mundo, tal como o Papa Francisco fez na sua carta ao povo de Deus na Alemanha. A Igreja não deve ser uma loja fechada que tem medo do mundo, nem uma instância que deixe fazerem tudo o que o mundo gostaria que fosse feito. Temos que estar com Cristo, com a Sua vontade, com a Sua pessoa, alinhados com Ele e nos mantendo comprometidos. Do contrário, perdemos a nossa identidade como cristãos e como Igreja. Uma Igreja que se adapta ao mundo na sua fé não é obra do Espírito Santo, mas do nosso espírito humano”.

O arcebispo convidou os fiéis, ainda conforme o modelo de Nossa Senhora, a abrirem o coração para Deus:

“Que Ele possa se unir a nós e nos encher com o Seu espírito e, assim, Cristo tomar forma em nós. Assim seremos capazes de cumprir a nossa missão no mundo e de dar a ele o mais importante de que ele precisa: Cristo”.

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